Governo Milei afirma que Brasil se

Governo Milei afirma que Brasil se 'isola' na região 'por razões ideológicas' após rebaixar nível da diplomacia

Fonte: Bandeira da fonte

O governo argentino respondeu ao governo brasileiro sobre o rebaixamento das relações diplomáticas entre os dois países anunciada pelo Brasil nesta terça-feira (4).
O governo de Javier Milei afirma lamentar que o Brasil mantenha essa decisão de 'continuar se isolando do resto da região por razões puramente ideológicas'.
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina diz que nunca respondeu 'uma divergência política com uma medida institucional'.
'A República Argentina reafirma que as relações entre os Estados devem responder aos interesses permanentes de seus povos e não estar sujeitas às necessidades políticas e/ou pessoais dos governantes no poder.
A política externa argentina continuará a ser guiada exclusivamente pela defesa do interesse nacional, da soberania e do mandato conferido pelo povo argentino', conclui o documento diplomático.
O governo brasileiro decidiu rebaixar o nível da relação diplomática com a Argentina e passará a manter interlocução apenas por meio de um encarregado de negócios em Buenos Aires.
A medida foi adotada após novos ataques do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Lula e ao ministro do STF Alexandre de Moraes, durante uma entrevista na tv argentina.

Interlocutores do Itamaraty afirmam que esse será o tratamento mantido enquanto persistirem as declarações ofensivas do presidente argentino.

Como parte da decisão, o embaixador brasileiro Julio Bitelli não retornará a Buenos Aires.
Segundo fontes diplomáticas, ele permanecerá no Brasil até que cessem os ataques de Milei ao governo brasileiro.

A embaixada em Buenos Aires ficará sob a responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel, que atuará como encarregado de negócios durante esse período.
Apesar da redução do nível diplomático, o funcionamento da representação brasileira na Argentina não será interrompido.
O Consulado-Geral do Brasil continuará operando normalmente e seguirá prestando assistência aos brasileiros e realizando os serviços consulares habituais.

A medida é considerada a resposta mais dura adotada pelo Itamaraty nas últimas décadas no relacionamento entre os dois países, sem romper as relações diplomáticas.
Javier Milei, presidente da Argentina
Roberto Sungi/AtoPress/Agência O Globo