Há encontros que parecem amadurecer durante décadas antes de acontecer.
É desse tempo compartilhado entre palcos, camarins e bastidores que nasce "As Marias de Belém do Pará – Somos Todos Marias", comédia musical que estreia no dia 14 de agosto, no Sesc Ginástico, onde segue em cartaz até 13 de setembro.
Idealizado, escrito e dirigido por Eduardo Barata, o espetáculo reúne, pela primeira vez, Bete Mendes, Ítala Nandi, Ivone Hoffmann, Maria Pompeu, Mariah da Penha e Veluma em uma homenagem à memória e à ancestralidade paraense.
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O encontro entre essas atrizes nasce de um desejo antigo de Eduardo Barata.
Ao transformar suas histórias de vida em dramaturgia, o diretor constrói uma narrativa que aproxima diferentes gerações da cena brasileira e estabelece um diálogo com a sua própria trajetória familiar, da ancestralidade na Ilha do Marajó ao palco carioca.
Neto de paraenses por parte de mãe e de pai, Barata faz da peça uma declaração de afeto à cultura do Norte.
A montagem parte do fictício Condomínio Galharufa, em Copacabana, e propõe uma viagem dessas mulheres a Belém do Pará, entre festas populares, música, fé e imaginação.
Essa força da cultura amazônica e da religiosidade popular serve de moldura para que as atrizes coloquem suas próprias vivências em movimento.
Ítala Nandi celebra o prazer de voltar à cena homenageando tanto seu eterno lado transgressor como o talento de suas colegas contemporâneas.
Maria Pompeu, que retorna aos palcos após um hiato de dez anos, usa o humor para refletir sobre o envelhecimento e a modernidade, enquanto Bete Mendes, na pele de uma síndica rabugenta e divertida, exalta o frescor que só a experiência teatral proporciona: "É aquela coisa viva, o entrosamento de todos, cada dia é um espetáculo diferente.
Sou fã de todas do elenco".
No tablado, a memória ganha diferentes vozes, na medida em que as experiências das atrizes deixam de ser apenas lembranças individuais para formar um retrato coletivo de mulheres que ajudaram a escrever a história da dramaturgia brasileiro.
Eduardo Barata também coloca em cena 26 artistas junto às atrizes, com idades que vão de 23 a 90 anos.
Além disso, as veteranas Joana Fomm e Hildegard Angel realizam participações especiais em apresentações ao longo da temporada.
A trilha conduz esse percurso entre Rio e Pará.
Embalada pelo grupo Carimbaby, a montagem incorpora ritmos como carimbó, lambada e lundu, aproximando o público da riqueza cultural amazônica.
A cenografia e os figurinos seguem o mesmo caminho, trazendo referências ao Círio de Nazaré e à cerâmica marajoara.
Os barcos de miriti, que fizeram sucesso nos desfiles da Grande Rio em homenagem ao Pará no ano passado, compõem parte do cenário da peça.
"As Marias de Belém do Pará – Somos Todos Marias" integra memória, tradição e renovação, a partir das raízes ancestrais e afetivas do diretor que ganham vida nas interpretações de artistas com uma vida inteira dedicada aos palcos.
Uma temporada que celebra a força da experiência e as histórias que seguem encontrando novas formas de serem contadas.
Aproveite o benefício que só a sua assinatura entrega e testemunhe o passado se reinventando no presente, guiado pela sensibilidade das "Marias" e sob a direção precisa de Eduardo Barata.
Vem com o Clube!
Eduardo Barata reúne, pela primeira vez, grandes veteranas do teatro brasileiro em um espetáculo que combina memória e ancestralidade
Divulgação / Priscila Prade
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"As Marias de Belém do Pará"
