O sindicato dos ferroviários decidiu encerrar a greve dos trabalhadores das Linhas 11, 12 e 13 de trens de São Paulo.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) prometeu mais cedo enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que prevê a garantia de emprego para os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que trabalham nesses ramais, recentemente concedidos à iniciativa privada.
A promessa era de enviar o texto ao Legislativo ainda hoje, mas somente caso houvesse compromisso de retomar a operação já no horário de pico desta quarta.
As partes se reuniram no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região para uma audiência de conciliação, onde o governo apresentou a proposta do projeto de lei.
No encontro, os juízes do TRT sugeriram a inclusão ainda dos ferroviários da linha 10-Turquesa, outro traçado previsto para concessão, no projeto de lei.
Após a apresentação da proposta, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil realizaram uma assembleia para deliberar sobre a proposta.
Foram registrados 131 votos favoráveis e 26 contrários.
"A deliberação ocorre após o Governo do Estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão.
Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações", informa o sindicato, em nota.
Se a paralisação prosseguisse, a Justiça estipulou a manutenção do percentual de funcionamento dos serviços em 90% nos horários de pico e 70% nos demais períodos, além de multa de R$ 5 milhões para o sindicato em caso de descumprimento.
Uma nova audiência será realizada no dia 19 para formalizar o acordo coletivo.
A paralisação durava desde terça-feira (4), quando se iniciou à meia-noite.
Os três ramais transportam cerca de 1 milhão de pessoas por dia.
As três linhas paralisadas pela greve são as mesmas que foram retomadas pela CPTM, por 90 dias, após falhas graves registradas pela concessionária Trivia apenas 72h depois de assumir a operação.
Foi a primeira vez que isso ocorreu desde que foi introduzido o modelo de administração privada no setor de transportes do estado.
Passageiros gravaram, no dia 23 de julho, um vagão pegando fogo na linha 12-Safira, próximo ao bairro Tatuapé.
Outros tiveram que caminhar pelos trilhos com os equipamentos parados, possivelmente por um curto-circuito.
Devido à paralisação, o governo de São Paulo adotou desde terça (4) um plano de contingência, com a antecipação do horário de abertura das linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata) do Metrô para as 4h (o normal é 4h40) como parte do plano de contingência, e colocou mais trens em circulação.
Também foi acionada a Operação Paese, em que ônibus fazem o trajeto dos trechos de trem afetados.
