Entregadores de aplicativos iniciaram uma paralisação nacional nesta terça-feira (1º), com protestos contra iFood, 99 Food e Keeta em diferentes cidades do país.
Os motoboys reivindicam aumento no valor mínimo das entregas, mudanças nas regras de bloqueio das contas e alterações na regulamentação da categoria.
Em São Paulo, cerca de 300 trabalhadores participaram de uma motociata que passou pelas sedes de empresas do setor.
O TechTudo procurou iFood, 99Food e Keeta para que se manifestassem sobre a paralisação e as reivindicações dos entregadores e ainda aguarda o retorno.
A seguir, veja mais detalhes sobre a greve.
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Greve dos entregadores: Motoboys paralisam iFood, 99Food e Keeta
Divulgação/99Food
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Índice
Por que os motoboys estão fazendo greve?
Quais são as reivindicações?
Por que os motoboys estão fazendo greve?
A paralisação, chamada de “Breque dos Apps”, foi organizada por entregadores para pressionar as plataformas por mudanças na remuneração e nas condições de trabalho.
Atos foram registrados em diferentes cidades do país nesta terça-feira (1º), com manifestações em estados como São Paulo, Bahia e Goiás, além do Distrito Federal.
Na capital paulista, cerca de 300 motociclistas se concentraram na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e seguiram em motociata.
O percurso passou pelas sedes da 99 e do iFood.
A mobilização também mira a regulamentação do trabalho por aplicativos que tramita no Congresso.
Durante o protesto, representantes dos entregadores denunciaram 99Food e Keeta ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
O grupo acusa as empresas de oferecer bônus para incentivar os profissionais a permanecerem conectados aos aplicativos durante a paralisação e, assim, esvaziar o movimento.
Capturas de tela apresentadas pelos trabalhadores mostram valores adicionais de R$ 7 a R$ 9 por entrega em determinados horários e regiões de São Paulo.
A representação pede que o MPT investigue se houve tentativa de interferir na paralisação.
Entregadores pressionam plataformas por mudanças na remuneração e nas condições de trabalho
Divulgação/iFood
Quais são as reivindicações?
Uma das principais reivindicações é a criação de uma taxa mínima de R$ 10 para entregas de até quatro quilômetros.
Os trabalhadores também pedem mudanças no Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação do trabalho de motoristas e entregadores por apps.
Outra demanda é por mais transparência nos bloqueios e suspensões de contas.
Os entregadores querem critérios mais claros para as punições aplicadas pelas plataformas e mecanismos para contestar decisões que impeçam o profissional de continuar trabalhando.
O movimento também protesta contra o programa Mais Entregas, do iFood.
A modalidade permite agrupar pedidos em uma mesma rota e é criticada por representantes da categoria devido aos valores pagos aos entregadores.
Entregadores pedem mudanças no Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que trata da regulamentação do trabalho de motoristas e entregadores por apps
Letícia Rosa/TechTudo
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