Greve dos trens: como paulistanos conseguiram contornar a paralisação desta terça e evitar o caos - QTU Questões do Universo

Greve dos trens: como paulistanos conseguiram contornar a paralisação desta terça e evitar o caos

Fonte: Bandeira da fonte

A greve da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo nesta terça-feira deixou as estações superlotadas, e o sistema Paese, que mobiliza ônibus para fazer transferências entre estações, circulou com atraso.
A operação parcial do sistema, porém, ajudou a aliviar a situação de paralisia.
Com mais passageiros tendo que usar ônibus, transporte por aplicativo ou veículos próprios, entretanto, o trânsito na cidade foi impactado.
Foram registrados até 323 km de lentidão na Zona Leste e 216 km na Zona Sul, mas graças a uma medida judicial e à existência de rotas alternativas de metrô, muitos passageiros conseguiram chegar ao destino.
Fatores de alívio
Rodízio suspenso: Quem tinha carro e estava disposto a encarar o trânsito conseguiu se deslocar, independentemente da placa
Aviso com antecedência: A categoria comunicou a paralisação às 18h do dia anterior, e quem se informou pode se programar
Operação parcial: A Justiça determinou que a greve não poderia ser total, e obrigou a categoria a manter parte dos trens rodando
Interligação com metrô: Algumas estações paradas da CPTM tinham conexão com metrô, o que permitia chegar ao destino com rota alternativa
A CPTM acionou a Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) determinou um contingente mínimo de operação durante a greve, com 80% do efetivo nos horários de pico (entre 4h e 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais horários.
Além disso, quem estava circulando entre estações conectadas com as linhas de metrô, como Barra Funda e Tatuapé, podia alcançar seu destino, ainda que com atraso.
A baldeação foi possível porque a operação parcial ocorreu em dois ramais bem conetados com o metrô.
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A paralisação começou à meia-noite desta terça.
A Linha 13 (Jade) foi completamente interrompida, enquanto as Linhas 11 (Coral) e 12 (Safira) funcionam parcialmente.
A primeira operou apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, deixando os passageiros de Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Mogi das Cruzes sem transporte sobre trilhos.
A Linha 11 é a que mais transporta passageiros entre todos os ramais de trem de São Paulo, com uma média de mais de 600 mil usuários por dia.
Já a Linha 12 opera num trecho bem curto, entre Engenheiro Goulart e Brás — neste caso, o extremo-leste da capital e o município de Itaquaquecetuba ficaram sem acesso ao transporte.

Nos dois casos, as paradas que se conectam com outras linhas, como a 3 (Vermelha) do Metrô e a 10 (Turquesa) da CPTM, seguiram funcionando, o que possibilitou que ao menos parte dos passageiros fizessem caminhos alternativos.
A operação Paese também foi acionada pelo governo do estado, ou seja, ônibus fizeram os trechos que estavam bloqueados pela greve.

Além disso, a paralisação foi definida por volta das 18h desta segunda, o que possibilitou que a população buscasse alternativas com alguma antecedência.
Entretanto, nas estações muitas pessoas se depararam com as portas fechadas e reclamaram da falta de orientação correta e do atraso em ônibus do Paese.
Outra medida tomada pela prefeitura na greve foi a suspensão do rodízio de veículos.
Normalmente, carros com placas de final 3 e 4 não poderiam circular no centro expandido de São Paulo, mas quem tinha carro e estava disposto a encarar o trânsito pode se locomover sem restrções.