A cidade de São Paulo contabilizou mais de 1.143 quilômetros de congestionamento na manhã desta terça-feira (4), superando o recorde anterior de 2026, com 1.059 quilômetros pela manhã.
O rodízio de veículos chegou a ser suspenso.
Isso é resultado da greve de funcionários da CPTM, que afeta três linhas de trem em São Paulo: 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o Expresso Aeroporto.
Em entrevista ao Jornal da CBN, Luiz Eduardo Argentôn, diretor de Operação e Manutenção da CPTM, explicou que a determinação da Justiça de que 80% dos trabalhadores atuassem no horário de pico não foi atendida.
“Não por nós da CPTM, mas (a determinação não foi atendida) pelo impacto dos nossos colaboradores que não entraram para trabalho.
Há algumas discussões que estão sendo tratadas agora, com TRT, sindicatos da Central do Brasil e CPTM, para tentar resolver o assunto.
Mas por enquanto nós não temos nenhuma definição a respeito desse desdobramento”, disse.
Quanto aos ônibus que circulam pela operação Paese – plano de emergência no transporte público na cidade –, Argentôn afirmou que a oferta de veículos não consegue atender à população.
“Não consegue atender na sua plenitude, mesmo porque a quantidade de passageiros que são transportados no ônibus é muito menor do que dentro de um trem.
Mas nós colocamos 60 ônibus disponíveis com o sistema Paese para atender os passageiros nesse trecho”, explicou.
O diretor de Operação e Manutenção da CPTM ainda disse que os funcionários da Trivia Trens – concessionária que operaria as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade – ainda estão sendo treinados para a atuação e, por isso, não poderiam atender as necessidades das vias diante da paralisação.
“Por uma determinação que foi passada para a CPTM, nós voltamos à fase pré-operacional, em que eles são treinados.
Então, nesse momento, eles estão em treinamento e não podem atuar ainda”.
Ouça a entrevista completa:
