A Águas do Rio realiza, nesta quarta-feira (2), a substituição de um trecho da adutora que rompeu ontem de madrugada, na Avenida Rei Pelé, no Maracanã, Zona Norte do Rio.
A previsão é que o serviço seja concluído hoje à noite, mas a intervenção é complexa.
A tubulação que vai substituir a danificada chegou pela manhã.
Ela tem 1,5m de diâmetro e uma retroescavadeira trabalha para abrir o espaço para a instalação.
Águas do Rio substitui trecho de adutora que rompeu no Maracanã.
Diogo Bugalho/ CBN
A Águas do Rio só conseguiu começar o trabalho na adutora na madrugada desta quarta-feira (2).
Ao longo dessa terça-feira (1), a Naturgy, concessionária de gás, atuou para retirar as suas tubulações que estavam próximas.
A Naturgy informou que terminou a intervenção às 23h, sem interrupção do fornecimento.
O vazamento de água, na madrugada de segunda para a terça, alagou a Avenida Rei Pelé e foi suficiente para abrir uma cratera na altura do portão 2 do Estádio do Maracanã.
Com a adutora fora de serviço, o abastecimento em 19 bairros da Grande Tijuca, Grande Méier e Zona Sul ficou comprometido.
As regiões com abastecimento impactado são: Andaraí, Botafogo, Catumbi, Copacabana, Cosme Velho, Engenho Novo, Laranjeiras, Leme, Lins de Vasconcelos, Maracanã, Praça da Bandeira, Riachuelo, Rio Comprido, Sampaio, Santa Teresa, São Francisco Xavier, Tijuca, Urca e Vila Isabel.
Moradores do entorno do Maracanã dizem que, desde o vazamento, não entra água nas cisternas.
No entanto, a maioria ainda tem aguma água armazenada.
É o caso do aposentado Mauro Antunes.
Ele também diz que duvida que a obra termine hoje.
"No prédio já não está mais caindo água desde ontem, mas, por enquanto, os apartamentos ainda têm água.
Nós estamos fazendo o racionamento.
Mas a gente não sabe até quando vai durar essa interrupção da água, então é aguardar para ver o que vai acontecer.
Estava fazendo uma caminhada e vi realmente que está um buraco enorme, e, pelo visto, acho que essa obra vai demorar.
Eu vejo obras menores aqui na região que demoram muito, então vamos ver...
se houver muitas máquinas, aí talvez a gente consiga, mas acho difícil".
Após a conclusão do reparo, o fornecimento para as regiões impactadas entrará em processo de normalização gradativa, que pode levar 72 horas.
No primeiro momento, a pressão da água vai permanecer reduzida.
Uma pista da Avenida Rei Pelé, junto à calçada, segue fechada e está sendo usada para permitir a passagem dos pedestres.
Também ainda há lama no asfalto.
A aposentada Maria Raimunda dos Santos ficou com medo de passar pela pista, separada dos carros apenas por cones.
Ela também disse que nao está recebendo água desde o início da terça.
"Vou dar meia-volta para fazer o circuito da caminhada, porque ali não dá para passar realmente.
Prefiro voltar.
Em minha casa, não está entrando água.
Quando acabar na caixa, vou ficar sem água, se não resolver até amanhã.
A gente tem que entender, né? Aconteceu o acidente e a gente tem que entender e esperar consertar.
Espero que não demore muito, né? Para não piorar a situação."
A CET-Rio afirmou que a interdição da faixa lateral da Avenida Rei Pelé continua até a finalização da obra.
O órgão municipal não se manifestou em relação às críticas em relação à sinalização.
