A Motiva (CCR) vê oportunidades de novos aditivos na Fernão Dias, rodovia recém adquirida da Arteris, com prazo remanescente de 15 anos.
“Vemos possibilidade de investimentos, de estender o período de concessão.
A gente não levou isso em conta, vemos como ‘upside’ na nossa análise de retorno do projeto, ele é robusto dentro dos 15 anos, mas sem dúvida tem oportunidade.
Isso complementa o retorno que tem mostrado”, afirmou Rodrigo Araújo, vice-presidente financeiro, ao ser questionamento a respeito do tema por analistas, em teleconferência nesta quinta-feira (30).
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O leilão da rodovia Régis Bittencourt, realizado na última semana, com vitória da EPR, encerrou a fase de projetos do mercado primário no radar da Motiva (CCR), ao menos no curto prazo, afirmou o presidente do grupo, Miguel Setas.
No médio e longo prazo, a companhia segue prospectando possíveis leilões, mas enxerga oportunidades também de aditivos nos contratos atuais e no mercado secundário, disse ele.
“Efetivamente, a Régis encerra o ‘pipeline’ de leilões que estavam bem identificados, temos uma leitura de mercado a médio e longo prazo, olhando oportunidades para além do horizonte temporal de três a seis meses.
Obviamente que, nesse planejamento, há um conjunto de oportunidades que se identificam de concessões vincendas com foco mais regional, tem oportunidades de aditivos com contratos atuais e o mercado secundário, que, no médio longo prazo, terá expectativa de evolução.
No curto prazo, esse projeto encerrou a fase de projetos no mercado primário”, afirmou ele, na teleconferência.
Na disputa pela Régis, a Motiva ofereceu 12,1% de desconto sobre a tarifa de pedágio, enquanto a vencedora EPR propôs 22,53% de deságio, o que garantiu a vitória sem necessidade de lances em viva-voz.
Questionado por analistas a respeito do resultado, Setas disse que a Motiva participou com disciplina de capital e que, internamente, a avaliação é que se trata de um ativo com relação risco-retorno inferior à da Fernão Dias, que a empresa conquistou no ano passado com desconto de 17% sobre o pedágio.
O executivo afirmou que a diferença dos lances — de 12% e 17% — refletiu a percepção de atratividade dos contratos.
