Ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) comparou a disputa ao governo de São Paulo com Tarcísio de Freitas (Republicanos) como uma "luta de Davi contra Golias", afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) representa "grave risco institucional" na eleição presidencial contra Lula (PT) e defendeu a continuidade das investigações contra Fábio Luís, o Lulinha, sem interferências indevidas.
O candidato ao Executivo paulista participou, nesta quarta-feira (19), da primeira sabatina dos jornais O Globo e Valor Econômico e da rádio CBN.
Nesta quinta-feira (20), será a vez de Tarcísio, no mesmo horário.
As entrevistas são conduzida pela colunista do GLOBO Vera Magalhães, pelo editor de Política do Valor, Marcello Corrêa, e pelo apresentador da CBN Guilherme Muniz.
— O Brasil corre um grave risco institucional.
Eu não sei se todo mundo conhece o Flávio Bolsonaro como eu conheço, mas esse rapaz é um risco para o País do ponto de vista econômico, social e institucional.
Ele é um problema muito grande e eu não posso conceber a hipótese de ele assumir a presidência da República.
Então, eu estou num projeto nacional e estadual — disse.
Haddad minimiza custo das câmeras nas fardas, fala em sucateamento das delegacias e propõe B.O 'por zap'
Haddad diz que Flávio Bolsonaro é 'grave risco institucional' e não pode conceber derrota de Lula
Diferentemente do plano nacional, em que Flávio não conseguiu formar alianças contra Lula, Haddad enfrenta uma coligação ampla do outro lado com Tarcísio, a que ele se refere como uma união entre "Centrão e bolsonarismo" pela defesa de um governo aquém do esperado.
O atual governador conta com partidos como PL, MDB, PSD, União Brasil e Progressistas na campanha por um segundo mandato, enquanto o ex-ministro de Lula repete a coligação do padrinho em nível nacional, com PSB, PDT, PSOL e outras siglas de esquerda.
— Não sei se vou ter tempo, em 60 dias de campanha, de mostrar que a fila do SUS aumentou, que a educação caiu para 10º lugar e o que está acontecendo com a segurança, o crescimento da economia paulista vis a vis outros estados e a deterioração das finanças — enumerou o petista.
Haddad alegou que "não saberia dizer" se a eventual ausência de um segundo turno na corrida paulista afetaria as chances de o padrinho conseguir um novo mandato.
Segundo ele, em eleições anteriores, vencidas em primeiro turno pelo PSDB, os tucanos ainda assim perderam para o PT.
– Eu não saberia dizer, porque muitas vezes não interferiu.
Os tucanos ganharam aqui no primeiro turno várias vezes.
Eu não vejo uma correlação direta entre uma coisa e outra porque, em São Paulo, o bloco conservador, com exceção de duas eleições, minha e do (José) Genoíno, ganhou no primeiro turno.
Haddad também comentou as investigações da Polícia Federal (PF) contra um dos filhos de Lula, Fábio Luís, o Lulinha, que estaria envolvido com uma lobista no caso das fraudes nas aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
E disse que o PT, "como toda agremiação", dificilmente consegue se "blindar da ação deletéria de pessoas interessadas em obter vantagens com o serviço público".
— Por exemplo, no caso do Banco Master, tentaram colar o caso Master no governo Lula.
A gente teve quatro ministros do Bolsonaro recebendo dinheiro do Vorcaro, o Flávio Bolsonaro — rebateu Haddad.
— Então, eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja.
A pessoa errou? Não quero saber o partido, a religião, ela paga.
Eu respeito o governo Lula porque eu nunca vi o presidente mexer um dedo por quem quer que seja, pode ser amigo ou parente.
O petista argumenta que a PF e o Ministério Público Federal (MPF) agem com "100% de liberdade sempre" e que Lula não irá "passar pano para ninguém".
Mas que as investigações precisam demonstrar se, de fato, Lulinha fez algo errado.
— Acho que tem que apurar se a pessoa fez ou não fez mesmo.
Uma coisa é você ter um amigo, outra coisa é você ter dado um passo e favorecido quem quer que seja.
Eu respondo por mim, pela minha mulher e pelos meus filhos.
Não tenho problema nenhum, se você achar alguma coisa que está fora de ordem, cumpra a lei e pronto.
Desempenho na Fazenda
Haddad contestou a afirmação de que não houve contenção de gastos públicos quando era ministro da Fazenda.
A oposição concentra críticas nesse ponto do tema econômico, diante da elevação da relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB), que Tarcísio, por exemplo, trata como uma "crise fiscal anunciada".
Durante o mandato, ela cresceu de 73,5% para 81,9%, de acordo com dados do Banco Central.
— Não é verdade que não houve contenção de gastos.
O primeiro ano do governo Lula teve que pagar os calotes do governo anterior, calote de precatório, do Bolsa Família.
Se não fosse a PEC da Transição, o calote não iria ser pago — argumentou o candidato.
— Fizemos o terceiro maior ajuste nas contas do mundo, foi reconhecido pelo FMI.
O FMI é petista?
Haddad afirmou que abriu "a caixa preta dos benefícios fiscais", classificando esses incentivos tributários como "bolsa empresário" que precisavam de uma "faxina".
Declarou ainda que o governo Lula repactuou a dívida com os estados, o que ofereceu espaço para investimentos de Tarcísio, algo "não reconhecido" pelo rival nas urnas.
— Se não fosse a renegociação da dívida pelo governo Lula, o Tarcísio não terminava o ano.
Haddad alegou que disputa em SP seria uma 'luta de Davi contra Golias'
Maria Isabel Oliveira/O Globo
Cracolândia
Haddad defendeu os resultados do programa "De Braços Abertos", criado na gestão de Haddad como prefeito de São Paulo, entre 2013 e 2016.
O município oferecia acomodação em hotéis, refeição e opção de trabalho de zeladoria, com pagamento de R$ 15 por dia a dependentes químicos, sem que fosse exigido a interrupção do consumo de drogas.
A ideia era convencer o usuário a procurar tratamento, numa política descrita como “redução de danos”.
A oposição costuma usar um termo pejorativo para se referir ao projeto, "bolsa crack".
Apesar de não tê-lo mencionado dessa forma em debate de TV, Tarcísio procurou traçar um paralelo entre o combate ao tráfico e a dispersão do fluxo da "Cracolândia", no centro de São Paulo, com a política executada pelo petista em nível municipal.
— O Tarcísio joga na confusão porque nunca um prefeito pode mobilizar a força policial, é o governador que faz isso — rebateu o candidato do PT.
— O papel da prefeitura é cuidar das pessoas, dar tratamento, organizar um CAPS que trate dessa pessoa, eventualmente inserir ela no mercado de trabalho, na medida que a saúde dela permita.
Dois terços dos beneficiários do Braços Abertos reduziram o consumo de crack.
Combate o tráfico é papel do governo do estado.
Ele disse que não teria problema em trabalhar com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), um dos principais aliados de Tarcísio nas eleições deste ano.
— Não tenho o menor problema, eu fui o ministro da Fazenda que mais liberou recursos para a prefeitura de São Paulo e para o estado também.
Veja quantos empréstimos eu liberei para o estado e a para a prefeitura de São Paulo? Se eu gosto ou não do prefeito, não vem ao caso.
O Bolsonaro é que perseguiu o (João) Doria (ex-governador de São Paulo).
Segurança pública
Haddad criticou a política de segurança de Tarcísio durante a sabatina, em especial a gestão das polícias, Militar e Civil, além da forma como o programa de câmeras nas fardas dos policiais civis foi executado.
Segundo ele, o sistema das bodycams tem custo irrisório diante dos benefícios para a proteção à população vulnerável e também dos policiais na atuação diária.
– O que custa não é nada comparado com as vidas que vai salvar.
Essas tecnologias estão sendo barateadas a todo tempo.
Vamos ter uma tecnologia provada e aprovada que funciona.
A letalidade policial subiu 80% no governo Tarcísio.
A morte de policial e fora dele, inclusive por suicídio, aumentou.
Tem que voltar com as câmeras, eu sou a favor disso desde 2022, e ele fica ziguezagueando.
Nas palavras do petista, o atual governador alterna suas posições sobre as câmeras "quando fica mal com a elite" ou "com as polícias".
Na eleição passada, Tarcísio chegou a defender a retirada dos equipamentos dos uniformes dos PMs, sob o argumento de que os equipamentos limitavam a ação das forças de segurança.
Durante o mandato, admitiu que "estava completamente errado" e defendeu o sistema de acionamento remoto pela preservação das baterias e registro de imagens mais eficiente.
Haddad reforçou na entrevista a intenção de criar uma "agência antifacção" no governo do estado, reunindo as polícias, órgãos federais e o Ministério Público.
A meta, segundo ele, é "torná-la perene" através de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), mas o gabinete pode ser criado rapidamente por uma opção do Executivo.
Ele também comentou outras propostas para a eleição deste ano, como o registro de boletins de ocorrência por meio de mensagens no WhatsApp, aplicativo de mensagens popular no Brasil, de modo a reduzir a taxa de subnotificação de alguns crimes, como roubo e furto de celulares.
— Uma inteligência artificial vai conversar com você para ir falando e dizer o que falta falar.
Para se identificar, dizer em que rua você está, onde foi a ocorrência, o que te roubaram, o que a pessoa estava vestindo.
Ela vai conversar com você para pegar todas as informações, e o que interessa do BO é que ele vai para um centro de dados para ter inteligência no patrulhamento e na investigação.
E apontou um sucateamento nas delegacias do estado, em mais um aceno aos policiais depois de questionar dados oficiais de segurança e relatar um possível caso de intimidação ao motorista, na semana passada.
— Você já entrou em uma delegacia ultimamente? Já viu quanto tempo leva para ligar um computador? Outro dia um conhecido foi em uma delegacia e demorou 50 minutos para começar a fazer o BO.
Os policiais civis são pessoas qualificadas, formadas, gente que está disposta a ajudar, mas eles estão sem nenhuma condição de investigar nada.
Enel e Sabesp
Haddad afirmou que o governo federal não vai renovar o contrato de distribuição de energia elétrica com a Enel, empresa fustigada pelo meio político diante dos apagões registrados na região metropolitana de São Paulo.
— Esse contrato ele está errado do nascedouro, 30 anos atrás.
Ele vence agora e o governo federal já disse que não vai renovar nas condições atuais.
Fizemos a renovação de vários contratos de concessão, e o da Enel não, porque nas condições que a Enel está oferecendo, esse contrato não pode ser renovado.
A não ser que ela apresente um novo controlador ou novas garantias, com penalidades elevadas para o que aconteceu em São Paulo.
O candidato do PT disse não concordar com a proposta de transferir responsabilidades da gestão do contrato aos governos do estado ou dos municípios afetados, mas que eles podem ajudar na elaboração das cláusulas do novo contrato.
E que é a favor de "ser muito rigoroso" com a Enel e com quem assumir a prestação do serviço.
No caso da privatização da Sabesp e da concessão das linhas de trem da CPTM, Haddad defendeu a "leitura minuciosa" para reavaliar os contratos.
— Passar um pente fino nos contratos é obrigação de qualquer gestor.
E temos problemas nos pedágios free flow, que ele adiou a implantação, com a Sabesp, campeã de reclamação no Procon por causa da qualidade de serviço e com aumento da conta da água, com a CPTM, nas linhas em que aconteceram acidentes quase fatais.
Na Sabesp, foram acidentes fatais.
Então, vou passar a limpa nesses contratos como é a função de qualquer administrador que assume uma cadeira.
Ele, contudo, não quis se comprometer com a reestatização da companhia de abastecimento, como querem alguns de seus aliados políticos.
Declarou que vai analisar a possibilidade "com todo o carinho", mas que isso envolveria um "imbróglio jurídico medonho".
— Sei desse clamor e vou estudar com todo carinho essas possibilidades, mas antecipo: você reestatizar uma empresa recém privatizada é um imbróglio jurídico medonho, de um tamanho grande.
Vou sentar de boa-fé na mesa com a Sabesp e falar que do jeito que está não dá.
Ou a gente revê as salvaguardas para a população, inclusive a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento, ou nós vamos ter problema.
Por outro lado, o petista procurou se posicionar como um defensor das parcerias público-privadas, citando a sua participação na Lei das PPPs e com o ProUni, classificado por ele como "a maior da história desse país".
E que não teria reticências com concessões de rodovias, por exemplo, nem ele e nem o governo Lula, ao contrário do que diz "esse papo do mercado".
— Estou completamente aberto, mas venda de patrimônio, quando é estratégico, eu sou contra.
Eu acho que as privatizações do (governo de Jair) Bolsonaro, no que diz respeito à óleo e gás, são desesperadoras.
A privatização de refinarias, dos dutos de óleo e gás, da distribuição: um descalabro, um terror.
A privatização do gás do jeito que foi feita penalizou São Paulo, que tem um gás mais caro que o resto do país.
O Tarcísio era o cara da cozinha do Bolsonaro, ele não sabe?
Educação
Ao tratar de educação, Haddad opinou pela substituição gradual de contratos temporários dos professores por concurso público.
Além de investir contra o governo Tarcísio num tema sensível, que é a relação com os educadores do estado frente ao projeto de digitalização do ensino, ele previne o uso, por parte de seus opositores, de uma fala no debate da Band em que ele chama o atual governador de "concurseiro", de modo irônico.
— Para mim, o professor tem que passar por concurso público.
Você não pode extinguir os contratos porque é um mundo de gente, vamos ter que fazer um processo, que não sei quantos anos vai durar, de recontratação de pessoas concursadas.
Mas eu não gosto de concurso feito de qualquer jeito, a gente tem que rever as formas de fazer concurso.
Sabe aquela coisa da decoreba, isso não vai funcionar para selecionar as melhores pessoas, que tenham capacidade de liderança e raciocínio.
O petista também se mostrou contrário ao modelo de escolas cívico-militares, prometido por Tarcísio para cerca de 100 unidades, distribuídas em 89 cidades do estado, mas afirmou que não pretende reverter unilateralmente a alteração feita pelo mandato do republicano.
— Eu não vou violentar a comunidade escolar, vou consultar sobre se quer manter o modelo ou não, mas eu não vou expandir.
Não acredito nesse modelo, penso que o governo do estado teria que fazer uma reflexão sobre o que está acontecendo com a escola pública paulista, que não é muito trivial.
Chances nas urnas
Haddad demonstrou otimismo com a possibilidade de a chapa de esquerda conquistar as duas cadeiras ao Senado em São Paulo, o que seria um revés ao bolsonarismo, que tenta maioria na Casa, a partir do próximo ano, para encaminhar pautas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) foram escaladas por Lula para a tarefa.
— É um cenário que a gente pode ter mais problemas no Senado do que tem hoje, e estamos fazendo um esforço para que isso não aconteça.
Mas são duas grandes candidatas, e eu sinceramente acredito que estamos oferecendo o que temos de melhor, com uma chapa paritária de dois homens e duas mulheres.
A série de três derrotas consecutivas em eleições também foi lembrada.
Haddad perdeu a reeleição a prefeito de São Paulo, em primeiro turno, para o tucano João Doria, em 2016.
Depois, assumiu o lugar de Lula na campanha presidencial de 2018 e perdeu para Jair Bolsonaro, do PSL.
A derrota mais recente foi justamente contra Tarcísio, em 2022, ainda que os petistas acreditem que o desempenho foi determinante para a vitória de Lula.
— Para mim, fazer política é uma coisa muito cara no sentido de que eu estou defendendo um projeto.
Se esse projeto não foi escolhido nas urnas, não significa que ele está errado, porque ele pode ganhar em outra circunstância.
Eu prefiro estar com as pessoas certas.
O Ciro Gomes já foi derrotado quantas vezes? A Marina, o Serra, o Lula.
Não faço a conta pelo número de vitórias, mas pelo projeto que represento, o que estou defendendo em São Paulo.
Nesse sentido, a corrida paulista em desvantagem nas pesquisas não seria um "sacrifício".
Na pesquisa Quaest do dia 29, Tarcísio aparece com 41% das intenções de voto, contra 26% de Haddad, o que aponta para uma vitória em primeiro turno do republicano.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
— Se eu sou o petista destacado pelo presidente para defender nosso projeto aqui, mesmo sabendo do perfil médio do eleitor, eu não me sinto sacrificado.
Entendo que tem uma causa maior que me faz vir aqui, expôr a situação, fazer propostas e reconhecer o resultado das urnas eletrônicas.
Até porque não é qualquer convite que eu aceito, se eu achar que posso dar uma contribuição, eu aceito.
Campanha
Haddad deu partida oficialmente na campanha no domingo passado, com um comício ao lado do presidente Lula (PT), seu padrinho político, no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Ao longo da semana, fez duas caminhadas: a primeira delas com mulheres, na região do Centro da capital paulista, e a segunda numa comunidade de Heliópolis, na Zona Sul.
O petista resistiu a sair candidato ao cargo, mas foi convencido por Lula com base na importância estratégica do colégio eleitoral para o desfecho nacional, que tem o senador Flávio Bolsonaro (PL) como adversário mais competitivo de momento.
Desde então, alega ter feito um "estudo" sobre o desempenho do governo Tarcísio e procura convencer o eleitor de que as coisas não estão bem.
O discurso do petista mira a privatização da Sabesp e a concessão de linhas de trem, aborda a segurança pública a partir da alta nos casos de feminicídio, tenta pintar o rival como alguém que não dialoga com os prefeitos e não dá o crédito devido ao governo federal e questiona o modelo de educação digitalizado e a relação com os servidores públicos.
Essa é a segunda vez que eles se enfrentam, e Tarcísio levou a melhor há quatro anos.
Em contrapartida, a artilharia do governador passa pela derrota amarga de Haddad na tentativa de reeleição à prefeitura de São Paulo, em 2016, e pelo resultado econômico do governo Lula, sobretudo na parte fiscal, com o crescimento da relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB).
Ele também se apresenta como um político que concluiu obras antigas, como o Rodoanel Norte, expandiu as linhas do metrô e "acabou com a Cracolândia".
No primeiro debate televisionado, organizado pela Band, no dia 9, Tarcísio e Haddad fizeram um duelo com banco de tempo, à moda do segundo turno, pelo fato de outros postulantes ao Executivo paulista não cumprirem as regras de convite obrigatório, ou seja, cinco representantes no Congresso.
Também registraram candidaturas Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Vivian Mendes (UP), Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir).
