Hapvida diz que não foi notificada pela ANS para suspender reajustes ou cancelamentos de planos - QTU Questões do Universo

Hapvida diz que não foi notificada pela ANS para suspender reajustes ou cancelamentos de planos

Fonte: Bandeira da fonte

A Hapvida informou que não foi notificada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre ter que suspender a medida que prevê reajustar em dois dígitos ou cancelar 947 mil planos de saúde considerados deficitários pela operadora.
As ações da companhia caiam mais que 4,5%, por volta das 11h55.
Segundo reportagem do jornal O Globo, o presidente da ANS, Wadih Damous, assinou uma medida cautelar impedindo a operadora de rescindir ou reajustar os contratos até que a situação seja analisada pelo órgão regulador.
“Em vista a desmesurada quantidade de pessoas de vidas envolvidas, quase um milhão, essa medida tem uma aparência muito forte de seleção de risco, o que vai ser apurado na nossa investigação.
Para isso eles estão sendo notificados”, afirmou o presidente da ANS, ao jornal O Globo.
A Hapvida informou que solicitou uma audiência junto ao regulador “uma vez que não foi chamada a prestar esclarecimentos ou apresentar os elementos técnicos, contratuais e regulatórios relacionados ao tema.”
A operadora destacou ainda em comunicado que “as medidas anunciadas, sempre em absoluto respeito à legislação e à regulação, estão relacionadas a contratos com inadimplência e à renegociação de grandes contratos coletivos empresariais que apresentam desequilíbrio econômico-financeiro.
Neste último caso, as tratativas ocorrem dentro dos períodos regulares de renovação contratual, mediante avaliação individualizada e em observância às normas aplicáveis da ANS”.
A operadora afirma ainda que a revisão dos contratos não significa, necessariamente, o seu cancelamento e que o processo contempla a negociação com as empresas contratantes e a busca por condições que permitam o reequilíbrio e a continuidade dos contratos, respeitados os critérios contratuais e regulatórios aplicáveis.
“A decisão de rescisão ou saída será sempre do cliente, caso as bases de sustentabilidade do contrato não sejam, dentro do regime da livre iniciativa, alcançadas.”

Divulgação/Hapvida