O atleta e ativista ambiental colombiano Wilber Conorio Muñoz, conhecido como “Homem-Peixe”, está em Barcarena e anunciou que, no domingo (30), seguirá nadando em direção a Belém.
A capital paraense, segundo ele, é o novo destino da expedição “Amazonas a Pulmão”.
Segundo divulgado nas redes sociais do homem-peixe, ele deve chegar em Belém durante amanhã.
Ele deve seguir até a área do Ver-O-Peso, onde já informou que aguarda influenciadores e A imprensa para falar sobre o projeto.
No entanto, não há informações sobre o horário ou ponto exato em que o atleta deve ficar.
Neste sábado (29), o ativista esteve na Praia do Caripi, onde também esclareceu o que aconteceu durante a travessia da Baía do Marajó, na sexta-feira (28), quando chegou a ser dado como desaparecido após a equipe que o acompanhava perder o contato visual com ele.
Segundo Wilber, a equipe acabou se perdendo durante o percurso enquanto ele continuava o nado pela baía.
Diante da falta de contato, integrantes do grupo foram até a região de Vila do Conde, em Barcarena, na tentativa de localizá-lo.
Posteriormente, o atleta foi reencontrado pelos próprios companheiros, que continuam dando suporte à expedição.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de comunicação após.
Ao falar sobre o caso, o Homem-Peixe contou que foi resgatado por tripulantes de um empurrador que estava na área.
O Corpo de Bombeiros Militar do Pará confirmou que o homem havia sido encontrado nadando na região e informou que ele não apresentava ferimentos e não precisou de atendimento médico.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), também confirmou a localização do ativista.
Segundo o órgão, houve coordenação com o Centro Integrado de Operações (CIOP) para o acompanhamento da situação e o compartilhamento das informações disponíveis, o que contribuiu para a localização do nadador.
A Marinha informou ainda que o Serviço de Busca e Salvamento Marítimo (SAR) mantém estrutura permanente para atuar na salvaguarda da vida humana no mar e em águas interiores sob sua responsabilidade, além de coordenar ações de apoio a outros órgãos em ocorrências dessa natureza.
Travessia
Wilber havia saído por volta das 4h de sexta-feira (28) de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, com destino inicialmente previsto para Barcarena.
Durante o percurso, a equipe que o acompanhava perdeu o contato visual com o atleta devido às condições de visibilidade provocadas pela forte maresia registrada na região.
A travessia entre Ponta de Pedras e Barcarena tem aproximadamente 24 quilômetros e fazia parte da reta final da expedição “Amazonas a Pulmão”, projeto que percorreu cerca de 6,6 mil quilômetros a nado.
A iniciativa tem como objetivo chamar atenção para a preservação da Amazônia e para os impactos da poluição nos rios, principalmente relacionados ao descarte de resíduos plásticos.
Preparação
Na quinta-feira (27), um dia antes da travessia, Wilber publicou um vídeo nas redes sociais diretamente de Ponta de Pedras, onde se preparava para iniciar o percurso.
Na gravação, o ativista relatou que sentia algumas dores no corpo e demonstrou preocupação com as condições físicas para concluir o trajeto.
A previsão apresentada por ele era permanecer nadando durante todo o dia até chegar a Barcarena.
Mesmo diante do desgaste físico, Wilber manteve a programação da expedição.
Agora, após chegar a Barcarena e esclarecer o episódio ocorrido durante a travessia, o ativista anunciou que continuará o percurso pelo Pará e terá Belém como novo destino.
