Homem suspeito de agredir filho de 3 meses é preso; criança corre risco de morte cerebral - QTU Questões do Universo

Homem suspeito de agredir filho de 3 meses é preso; criança corre risco de morte cerebral

Fonte: Bandeira da fonte

A Polícia Civil prendeu, na manhã neste sábado, um homem acusado de agredir o filho de apenas três meses.
Yuri Sebastian Moura Rocha foi detido em Olaria, na Zona Norte do Rio, por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
O bebê, que sofreu hemorragia, fraturas e edema cerebral, está internado em estado grave no Hospital Prontobaby, na Tijuca, e pode ter tido morte encefálica.
Neste domingo, de acordo com a polícia, ele será submetido a um exame para confirmar o diagnóstico.

Chegada à delegacia do pai preso por agredir filho de três meses
Divulgação/Polícia Civil
De acordo com as investigações, realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela DCAV, o bebê deu entrada no hospital com sufocamento por engasgo e com diversas lesões na costela e intracranianas.
Questionado, o pai teria justificado que os ferimentos foram causados por uma manobra torácica feita por ele.

— Esse caso chegou para nós por uma informação do próprio hospital dando conta da situação do bebê, que precisou ser internado na UTI.
Em seguida, apresentou uma melhora e foi para a enfermaria.
No quarto, teve contato novamente com os pais e voltou a apresentar engasgo durante a amamentação e lesões.
O bebê, então, retornou para a UTI, tendo várias crises convulsivas e paradas cardíacas.
Agora, foi diagnosticado com morte encefálica.
Amanhã, ele vai passar por um outro exame para confirmar o laudo — contou a delegada Maria Luíza Machado, titular da DCAV.

Após receber as informações do hospital, a delegacia acionou a Justiça, que concedeu um mandado de prisão preventiva contra o pai, que está sendo investigado por maus tratos.

— Quem foi preso foi o pai, porque, até o momento, os indícios indicam apenas autoria em face dele.
Mas, hoje, já ouvimos a mãe, e vamos dar seguimento às investigações para chegar a possíveis outros culpados — disse Maria Luiza Machado.