O Ibovespa fechou esta sexta-feira em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos, e chegou a se aproximar dos 172 mil pontos na máxima do dia.
Na semana, o índice acumulou alta de 2,45%, o melhor desempenho desde os 2,95% registrados entre 22 e 26 de junho.
O movimento foi impulsionado pela valorização de empresas ligadas a commodities, em meio à busca por ativos reais diante das preocupações com a dívida e os títulos de longo prazo dos Estados Unidos.
O cenário favorece mercados emergentes como o Brasil, que têm forte exposição a commodities.
Foram duas semanas seguidas no negativo, puxadas pelo período eleitoral e pelas incertezas fiscais.
Evaldo Perussolo, diretor financeiro do Bari, explica que, historicamente, não se sustenta a tese de que eleições necessariamente derrubam o mercado.
O Ibovespa caiu em alguns ciclos e subiu em outros, inclusive em anos de forte polarização, explica.
Para o investidor, ele ressalta que quem tenta se reposicionar a cada pesquisa acaba vendendo na baixa, recomprando na alta e acumulando custos operacionais e impostos no caminho.
- O maior risco é confundir volatilidade com perda permanente.
Em ano eleitoral, o noticiário é intenso e repetitivo, ativando o que a economia comportamental chama de viés de disponibilidade: como a informação política está sempre à mão, o investidor passa a superestimar a probabilidade e a gravidade desse risco, enquanto ignora fatores menos visíveis, mas mais determinantes para a carteira.
Ibovespa avança 2,45% na semana e interrompe sequência de duas quedas
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