Ibovespa encerra em leve queda antes do Copom sem apoio de Petrobras e Bradesco - QTU Questões do Universo

Ibovespa encerra em leve queda antes do Copom sem apoio de Petrobras e Bradesco

Fonte: Bandeira da fonte

Pouco tempo antes da decisão do Comitê de Política Monetária desta quarta-feira, que deve confirmar um corte de 0,25 ponto percentual da Selic, o Ibovespa adotou um movimento bastante volátil.
Depois de se manter em alta durante a maior parte do pregão, o índice virou perto do fechamento e encerrou o dia em leve queda de 0,11%, aos 177.697 pontos, perto da mínima intradiária de 177.690 pontos.

Na máxima intradiária, o índice chegou a tocar os 180.195 pontos, com a redução da diferença da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Genial/Quaest, e com a notícia de que os Estados Unidos retiraram sanções contra o Irã.
Ao longo da manhã, porém, o anúncio do vice na chapa de Flávio Bolsonaro, que será Alfredo Gaspar (PL-AL), pesou sobre os mercados locais.

Durante a tarde, o Ibovespa foi se afastando ainda mais do melhor momento do dia.
Segundo participantes do mercado, a piora do índice pode ter sido impulsionada por um movimento técnico de venda ao tocar os 180 mil pontos, além da queda mais intensa das ações da Petrobras e do Bradesco.
Hoje, o banco apresenta o resultado do segundo trimestre após o fechamento do mercado.

Entre as blue chips, o destaque negativo ficou para as ações da Petrobras.
No fim, as PN da petroleira cederam 1,34%, enquanto as ON perderam 2,08%.
Já as ON da Vale avançaram 0,46%.

Antes da apresentação do balanço do segundo trimestre deste ano, as PN do Bradesco exibiram baixa de 0,76% e destoaram de outros bancos que subiram em bloco, especialmente as units do Santander, que avançaram 1,31%.

Já as PN do Itaú subiram 0,67%.
Para o Citi, o banco apresentou mais um trimestre sólido, com rentabilidade e capital entre os melhores do setor.
Como destaque, a disciplina de custos continua sendo um dos principais pontos positivos, com despesas operacionais crescendo apenas 3% na comparação anual, sustentando a resiliência do lucro e do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE).

Por outro lado, o Citi afirma que considera importante acompanhar a evolução da qualidade dos ativos, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas, diante da perspectiva de juros elevados por mais tempo.

Um gestor, sob condição de anonimato, afirma que o resultado do Itaú foi positivo e trouxe algum alívio para o setor devido à preocupação recente com inadimplência, que veio sob controle.

Já as maiores altas ficaram para as ações da RD Saúde, que subiram 5,87%.
Analistas do Citi destacaram que a companhia manteve boa geração de caixa no segundo trimestre deste ano, mesmo com margens estagnadas.
Na ponta contrária, os papéis da Hapvida cederam 5,69%, ampliando as perdas pela segunda sessão seguida.

No contexto macroeconômico, investidores operaram à espera do Copom, que deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14%.
Sem grandes expectativas para a decisão, a atenção vai recair sobre o comunicado, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária em setembro.

Já a decisão de Flávio Bolsonaro de anunciar o deputado estadual Alfredo Gaspar para compor sua chapa pesou sobre o sentimento dos investidores.
Segundo fontes, há temores de que a candidatura fique mais isolada, além de ter menos tempo de propaganda eleitoral na televisão.

Mais cedo, o mercado reagiu positivamente à redução da diferença da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), de 12 para 9 pontos no primeiro turno e de 8 para 5 pontos no segundo turno, segundo pesquisa Genial/Quaest.