A cobrança do imposto de exportação sobre combustíveis respondeu por R$ 3,161 bilhões da arrecadação federal de julho, segundo dados divulgados pela Receita Federal.
O valor é classificado pelo Fisco como um fator não recorrente e ajudou a elevar a arrecadação administrada no mês.
No ano, o imposto de exportação gerou R$ 7,982 bilhões aos cofres públicos.
A tributação de 12% sobre as exportações de petróleo bruto foi criada neste ano como parte do pacote de medidas para compensar a perda de receitas decorrente dos subsídios aos combustíveis.
Em 9 de julho, o governo federal decidiu prorrogar por até 60 dias esse imposto de exportação, mantendo a alíquota de 12%.
Segundo a Receita, a arrecadação com o IOF subiu 19,35% no sétimo mês de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 8,169 bilhões.
O crescimento modesto reflete uma base de comparação mais elevada, já que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou as alíquotas do tributo em junho do ano passado para reforçar a arrecadação e melhorar o resultado fiscal de 2025 e de 2026.
No ano, a alta do IOF já é de 28,73% em relação há um ano, totalizando R$ 58,509 bilhões.
Houve também um aumento real 29,47% na rubrica "IRRF Rendimentos de capital", com uma arrecadação de R$ 13,449 bilhões em julho.
O desempenho é reflexo dos rendimentos mais elevados de fundos e títulos de renda fixa.
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