Um décimo do eleitorado brasileiro permanece indeciso com relação ao candidato que votará à Presidência este ano.
É o que mostra a pesquisa Quaest sobre a corrida ao Planalto publicada na quarta-feira.
Puxam esse resultado, sobretudo, cinco segmentos: posicionamento político independente, mulheres, idosos, renda até dois salários mínimos e escolaridade até ensino fundamental.
De lulistas a bolsonaristas: Veja as intenções de voto por posicionamento político na pesquisa Quaest
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Os indecisos correspondem a 21% do eleitorado que se posiciona como independente.
O percentual de eleitores sem o voto definido, segundo a pesquisa, vai diminuindo à medida que se aproxima dos polos representados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Estão indecisos 3% dos que se nomeiam lulistas, enquanto 7% dos que se classificam como parte da esquerda não lulista não sabem ainda em quem irão votar.
No campo bolsonarista, 1% está indeciso.
Já 6% da direita não bolsonarista têm a mesma resposta.
A atração desta parcela do eleitorado é um desafio para as campanhas de ambos os presidenciáveis.
Por trás do percentual de indecisos, convivem perfis distintos de eleitores que já votaram na esquerda e hoje estão frustrados com o governo Lula, antigos eleitores de Bolsonaro que não se sentem representados pelas opções atuais e até bolsonaristas que ainda não transferiram o voto para Flávio.
Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao entrevistado, o total de indecisos chega à 42%.
O levantamento foi encomendado pela Globo e Editora Globo.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro.
O nível de confiança é de 95%.
O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
Sexo, escolaridade e renda
No recorte por sexo, há 13% de indecisos no eleitorado feminino.
É numericamente quase o dobro do registrado no campo masculino, que marca 7%.
A situação é de empate no limite da margem de erro, quando uma situação de proximidade é pouco provável.
Quando analisada a escolaridade dos eleitores, há uma queda numérica progressiva a cada etapa concluída dos estudos.
São 12% os indecisos entre os que terminaram apenas o Ensino Fundamental.
Esse grupo é de 9% entre os que concluíram o Ensino Médio, e de 8% entre os que possuem Ensino Superior.
Situação semelhante é observada com relação à renda.
São 14% os indecisos no segmento com até dois salários mínimos.
No grupo que varia entre dois e cinco salários mínimos, 10% ainda não sabem em quem vão votar.
Já 7% dizem o mesmo entre àqueles com mais de cinco salários mínimos.
Quanto à idade, a progressão é inversa: quanto mais velhos, mais indecisos.
No segmento entre 16 e 34 anos, 8% ainda não definiram o voto.
No grupo entre 35 e 59 anos, são 10%, e o de 60 anos ou mais é composto por 13% de indecisos.
Religião, raça e regiões
Os dados mostram que 12% do segmento que responde não ter religião estão indecisos.
Já 11% dos católicos e 10% dos evangélicos não sabem ainda em quem vão votar.
Quanto à cor dos eleitores, 11% dos que se autodeclaram brancos estão indecisos, assim como 10% dos que se identificam como pardos e 9% dos que se declaram pretos.
O maior precentual de indecisos se concentra no Sudeste (13%), Norte (12%) e Sul (11%).
Já no Nordeste e Centro-Oeste, são 6%.
