Infantino pede ajuda ao governo Trump pra se manter como presidente da Fifa, diz jornal; EUA negam ligação - QTU Questões do Universo

Infantino pede ajuda ao governo Trump pra se manter como presidente da Fifa, diz jornal; EUA negam ligação

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, quer que o governo Trump o ajude a se manter no cargo.
Ele vem sofrendo pressões especialmente da UEFA para sair do cargo após a proposta de venda das competições ter fracasso.
O presidente da FIFA agendou conversas privadas com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta segunda-feira (3) sobre o assunto.
A informação é do jornal New York Post.
Do outro lado, um funcionário no Departamento de Estado afirmou que não há planos para a ligação.
Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto para Assuntos Públicos Globais, afirmou nas redes sociais que 'não há planos' para tal chamada.
Ao compartilhar a reportagem inicial do New York Post, Johnson afirma que o veículo 'deveria verificar suas fontes ou...
poderia simplesmente ter nos consultado'.
Infantino não se pronunciou publicamente desde que anunciou o abandono dos planos de vender sua participação na Copa do Mundo.
Uma fonte afirmou ao veículo que a entidade máxima se sentiu 'isolada' pela avalanche de cobertura negativa da mídia.
O The Post destaca também que Infantino tentou repetidamente, sem sucesso, entrar em contato com Trump por telefone, desde que seu plano de vender os ativos comerciais do jogo para investidores privados fracassou na sexta-feira.
A Thrive Capital, uma empresa de private equity administrada por Josh Kushner, irmão mais novo de Jared Trump, genro do presidente, teria adquirido uma participação de 20% no empreendimento por pouco mais de US$ 4 bilhões.
O plano, divulgado inicialmente pelo jornal The Times de Londres, irritou dirigentes de futebol em todo o mundo, que alegaram ter tomado conhecimento dele apenas por meio de reportagens da mídia.
Países da UEFA vão anunciar retirada em massa de apoio à reeleição de Infantino na Fifa, afirma jornal
UEFA é a entidade máxima do futebol europeu.
Harold CUNNINGHAM / AFP
Os países europeus pretendem realizar uma retirada em massa do apoio formal à reeleição de Gianni Infantino como presidente da FIFA.
A medida surge em meio a uma perda generalizada de confiança na liderança de Infantino, após a tentativa frustrada de vender participações na Copa do Mundo.

A informação é do jornal The Guardian, destacando que 'há um desejo generalizado na Europa de garantir sua rápida remoção do cargo'.
Antes da crise da semana passada, todos os 55 membros da UEFA, com exceção da Alemanha, Romênia e Noruega, haviam enviado cartas endossando a candidatura de Infantino em março, considerando um quarto mandato para o suíço como inevitável.
O primeiro a realizar isso foi o País de Gales.
A Federação Inglesa de futebol também enviará uma carta retirando apoio, segundo a rede de TV britânica Sky Sports.
O The Guardian afirma na reportagem que uma retirada simultânea foi cogitada, mas também existe a possibilidade de as associações-membro retirarem seu apoio uma a uma.
Fazer isso equivaleria, na prática, a um voto de desconfiança e aumentaria a pressão sobre Infantino para que renunciasse.
A FIFA deve ser notificada por qualquer país que deseje revogar sua carta.
Mais de 200 dos 211 membros da Fifa forneceram cartas de apoio a Infantino.
O veículo diz que a Fifa exerceu forte pressão sobre aqueles que estavam indecisos, mesmo que seu mandato não parecesse ameaçado na época.
Muitos o apoiaram apesar de expressarem, em privado, reservas sobre sua presidência, mas, na Europa e em outros lugares, a paciência se esgotou.
Na última terça-feira, a entidade máxima do futebol mundial confirmou que Infantino queria lançar uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões e vender mais de 20% da nova FIFA Forward Enterprise, arrecadando US$ 4,2 bilhões de investidores privados.
O plano desencadeou ampla oposição das confederações de futebol, das associações nacionais e de figuras importantes dentro da organização.
O principal assessor de Infantino também renunciou, além da declaração de diretores, fazendo ele abandonar os planos poucos dias depois.
Presidente da FIFA, Gianni Infantino
Sports Press Photo/Sports Press Photo/Fotoarena/Agência O Globo
No sábado (1), após anúncio do fim dos planos, a UEFA, entidade que rege o futebol europeu, divulgou um comunicado afirmando que 'perdeu a confiança' em Gianni Infantino.
O texto afirmava que o 'acordo sórdido, obscuro e clandestino que ele arquitetou e tentou impor' era 'tudo menos transparente'.
A UEFA ameaçou anteriormente que seus membros boicotariam as competições da FIFA caso os planos não fossem abandonados, com a AFC e a CONCACAF se juntando na medida.
A organização afirmou que acolheu favoravelmente a decisão da FIFA de retirar o plano e agradeceu aos 'torcedores, ligas, clubes, jogadores, indivíduos, associações e confederações que se opuseram ao projeto'.
'Precisamos começar a usar parte desse dinheiro parado na conta bancária da FIFA para dar o impulso inicial que o futebol de base e o futebol em geral precisam em cada um dos 211 países filiados à FIFA.
Mas não precisamos vender as joias da família para pagar por isso'.
O texto acrescenta que a entidade máxima não poderia continuar 'com esquemas secretos em ritmo acelerado, arquitetados por indivíduos sem rosto e de duvidoso benefício para o esporte.
Devemos identificar os responsáveis ​​e responsabilizá-los'
O texto também afirma que 'a atual direção da FIFA não só perdeu a confiança da UEFA, como também a de muitos outros membros da família do futebol'.
Copa do Mundo da Fifa 2026
William Volcov/Brazil Photo Press/Agencia O Globo