A Meta revelou, durante a divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026, que o tempo que os usuários passam no Instagram cresceu na casa de dois dígitos na comparação com o mesmo período do ano passado.
O avanço é atribuído principalmente ao uso mais intenso de inteligência artificial nas recomendações de conteúdo do feed e dos Reels.
Os dados foram apresentados por executivos da empresa em teleconferência com investidores nesta semana.
Entenda a seguir.
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Meta afirma que uso de IA nas recomendações aumentou o tempo gasto no Instagram no 2º trimestre de 2026
Laura Storino/TechTudo
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Índice
Meta diz que usuários passam mais tempo no Instagram
A IA é a principal responsável
O que mudou nas recomendações
Meta diz que usuários passam mais tempo no Instagram
Segundo a Meta, o tempo global gasto no Instagram cresceu em dois dígitos percentuais no trimestre, na comparação anual, impulsionado por melhorias nas recomendações do feed e dos Reels.
O dado foi apresentado pela diretora financeira Susan Li durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, realizada nesta semana.
O aplicativo também bateu a marca de 2 bilhões de usuários ativos diários, segundo o CEO Mark Zuckerberg.
No total, a Meta afirmou que 3,6 bilhões de pessoas usaram pelo menos um de seus aplicativos, Facebook, Instagram, Messenger ou WhatsApp, diariamente em junho, alta de 3% na comparação com o ano anterior.
Instagram atingiu 2 bilhões de usuários ativos diários no 2º trimestre de 2026, segundo a Meta
Reprodução/Freepik
A IA é a principal responsável
De acordo com a companhia, o crescimento no tempo de uso está diretamente ligado aos investimentos em inteligência artificial aplicados ao sistema de recomendação de conteúdo.
Zuckerberg afirmou que a IA está melhorando significativamente a capacidade da empresa de mostrar aos usuários conteúdo que eles considerem interessante e útil.
A Meta também destacou que passou a usar agentes baseados em modelos de linguagem (LLMs) para ajudar no próprio desenvolvimento dos sistemas de recomendação, avaliando qualidade de conteúdo, detectando tendências e testando mudanças nos algoritmos de classificação, um processo que, segundo a empresa, também tornou os engenheiros responsáveis por essas áreas mais produtivos.
O que mudou nas recomendações
Modelos de linguagem passaram a analisar todo post público de Reels e feed no Instagram
TechTudo/Késya Holanda
Segundo Susan Li, a Meta atingiu neste ano a marca de processar automaticamente, por meio de um LLM, todos os posts públicos de Reels e feed no Instagram, analisando cada publicação em diferentes dimensões, como tópico e tom.
Esses sinais são repassados para outras aplicações da plataforma, incluindo classificação de conteúdo, recomendações e moderação, o que a empresa descreve como uma peça-chave para uma personalização mais profunda do feed de cada usuário.
A companhia afirmou ainda que, neste trimestre, passou a usar a família de modelos Muse para entender o conteúdo dos vídeos, incluindo classificação de tópicos e geração automática de resumos, com resultados considerados positivos pela empresa até o momento.
No Facebook, o tempo assistido em vídeos também cresceu 9% globalmente e mais de 10% nos Estados Unidos e no Canadá, impulsionado por ajustes semelhantes nos algoritmos de classificação.
Com informações de Meta
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