Investidores desembarcam de projeto da Fifa após repercussão negativa, diz jornal americano - QTU Questões do Universo

Investidores desembarcam de projeto da Fifa após repercussão negativa, diz jornal americano

Fonte: Bandeira da fonte

A repercussão negativa observada após a Fifa revelar o plano de lançar uma empresa para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo fez os investidores desembarcarem da empreitada.
Segundo publicado pelo jornal americano New York Post na noite desta sexta-feira, "o acordo está encerrado".
A entidade anunciou nesta semana que pretende criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que teria o objetivo de ampliar as receitas da entidade e atrair capital privado para suas principais competições.
A nova empresa teria valor de mercado estimado em 20 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 102,6 bilhões, e poderia negociar até 20% de participação a investidores privados para captar 4,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 21,5 bilhões).
Segundo a imprensa americana, o presidente Gianni Infantino planeja vender a fatia a um grupo de investidores privados que inclui Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro e ex-conselheiro sênior de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Outros players importantes do mercado financeiro americano estão no projeto, como o JP Morgan, que vem atuando como assessor financeiro da Fifa e irá analisar toda proposta.
A estruturação do projeto conta ainda com a participação de Greg Maffei, CEO da BANN Ventures e ex-presidente e CEO da Liberty Media, dona da Fórmula 1.
Porém, segundo o New York Post, quatro fontes próximas à operação garantiram que não há mais interesse.
"Eles não estão nessa.
De jeito nenhum, querem continuar envolvidos nessa confusão", disse uma fonte ao veículo americano.
"Kushner encontrará outra maneira de atuar nesse setor.
Isso está se tornando um pesadelo para a marca".
A repercussão no mundo do futebol foi negativa, principalmente por parte da Uefa.
As 55 federações filiadas à entidade europeia concordaram, em uma reunião de emergência, em boicotar as competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso Infantino mantenha o projeto.
A Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe) também se mostrou opositora pública do plano, e AFC (Ásia) foi outra fazer críticas.
“Eles sondaram o terreno e têm uma resposta clara”, disse ao jornal outra fonte próxima a Infantino, sob condição de anonimato.