O Irã afirmou ter identificado 45 petroleiros que teriam violado suas regras para a travessia do Estreito de Ormuz e ameaçou tomar medidas contra qualquer embarcação que realizasse transferências de carga com esses navios, intensificando a ofensiva em torno da importante hidrovia seis meses após o início da guerra.
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Os navios citados podem ser multados, detidos e ter suas cargas confiscadas, de acordo com uma publicação no X no final do domingo pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, um novo órgão criado pelo Irã para administrar a passagem estratégica.
A advertência foi emitida poucos dias depois de os EUA terem ameaçado o Irã com “as sanções mais duras da história” e de Teerã ter afirmado que sua resposta a quaisquer novas ameaças de Washington seria “devastadora”.
A lista de restrições inclui superpetroleiros, navios-tanque de gás natural liquefeito e gás de petróleo liquefeito, além de navios de produtos refinados, entre outros.
Alguns dos navios citados pertencem à Adnoc Logistics and Shipping (Adnoc L&S) dos Emirados Árabes Unidos, à Navig8 Tankers, subsidiária da Adnoc, e à Bahri, empresa nacional de navegação da Arábia Saudita.
Quaisquer embarcações envolvidas em transferências de navio para navio com as embarcações citadas poderiam ser adicionadas à lista negra, acrescentou a postagem iraniana no X.
A publicação não especificou, entretanto, o que entendia por “regras do Irã”.
No passado, Teerã já havia afirmado que os armadores deveriam obter sua autorização para transitar pelo estreito e que os navios deveriam pagar por serviços de segurança e outros.
Os EUA também impuseram um bloqueio naval contra o transporte marítimo relacionado ao Irã.
O Golfo fornecia cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito diários do mundo antes que o conflito com o Irã interrompesse o tráfego de petroleiros.
Esforços coordenados pelos EUA para conduzir petroleiros discretamente pelo Estreito de Ormuz, a fim de abastecer superpetroleiros que aguardam logo fora dele, estão ajudando a restaurar parte desses volumes de exportação.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira no X que “a média de sete dias do petróleo que sai do estreito é superior a 8 milhões de barris por dia.
Não se enganem: graças à Marinha dos EUA, o petróleo está fluindo pelo Estreito de Ormuz”.
Navios de propriedade da Klaveness Ship Management, da Stolt Tankers e da sul-coreana Sinokor também foram incluídos na lista negra.
As empresas de navegação não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.
