Irã anuncia que países que aderirem a

Irã anuncia que países que aderirem a 'guerra econômica' dos EUA serão considerados como um 'inimigo'

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O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou neste sábado que a República Islâmica vai considerar como um "inimigo" qualquer país que aceite participar da aplicação de sanções econômicas a Teerã, em adesão à guerra econômica anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao longo da semana.
— Advertimos todos os países (...) Não se unam à guerra econômica que os Estados Unidos travam.
Qualquer país que participe da imposição de restrições econômicas contra nós será considerado um inimigo — declarou Rezai, veterano dos tempos da Revolução Islâmica de 1979 e da Guerra Irã-Iraque, nomeado recentemente ao cargo pelo líder supremo Mojtaba Khamenei.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades da primeira linha do governo americano, incluindo o secretário do Tesouro Scott Bessent, anunciaram ao longo da semana que Washington lançaria uma campanha de sanções econômicas "nunca antes vista" contra Teerã, com objetivo de desgastar o país e fazer o regime entrar em colapso.
Autoridades iranianas classificaram a estratégia como "terrorismo econômico".
A mensagem da liderança iraniana ocorre um dia após Trump, durante o ato de campanha na Carolina do Sul, dizer que considera "o Estreito de Ormuz como um território americano".
A via navegável virou a principal frente de desgaste para o republicano, uma vez que as forças iranianas conseguiram fechar o tráfego regular, pressionando o mercado internacional de petróleo — sem que a superioridade militar americana conseguisse forçar uma reabertura.
*Matéria em atualização