Isis Valverde nas mais de duas décadas de carreira aprendeu a lidar com as cobranças externas e impor seus limites.
Em conversa com a Quem, a atriz contou que aos 39 anos "tira de letra" muitas dessas pressões em relação a sua aparência, vida pessoal e até profissional.
Ela ressaltou que atualmente as mulheres em geral estão mais atentas ao que é um desejo próprio e ao que é externo.
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"Tiro mais de letra hoje.
São 21 anos de carreira.
Imagina quantas cobranças eu não tive sendo exposta na mídia com a minha vida pessoal e carreira? Estou acostumada com as cobranças.
O corpo feminino é mais cobrado.
Naquela época do silicone era: 'Por que você não coloca silicone? Porque a mulher tem peito e ela não tem peito...' A gente não pode envelhecer, ter cabelo branco e não pode um monte de coisa...", desabafou.
Isis Valverde
Reprodução/Instagram
A artista contou que aprendeu a impor os seus limites: "Cabe a nós falarmos: 'Ponto.
Acabou.
Eu vou ter os meus limites e as minhas decisões e parem de botar o dedo na minha vida'".
Quanto às cobranças para voltar a fazer novelas, ela disse que não se considera afastada da TV, apesar de estar priorizando mais o cinema e séries.
Ela não atua em novelas desde Amor de Mãe em 2019.
"Eu acho que estou na TV.
Acabei de ir para o Globoplay agora, com O Quarto do Pânico.
Aliás, quero agradecer a todo mundo que assistiu, porque a gente ficou mais de dez dias no top 1 e, depois, no top 2 dos filmes do Globoplay.
Isso foi um marco.
O filme foi superassistido.
Obviamente, novela nunca saiu do meu radar.
Eu comecei ali.
Eu amo fazer novela.
É porque realmente não casou a oportunidade com a agenda e com outros projetos que já estão engatilhados.
Mas estarei sempre aberta", declarou.
Isis Valverde
Reprodução/Instagram
Recentemente, Isis lançou o filme Corrida dos Bichos.
A história se passa em um Rio de Janeiro de um futuro próximo, após um evento ambiental catastrófico remodelar completamente a geografia da região e piorar ainda mais a desigualdade social.
As ruínas transformam a cidade em palco de uma competição mortal.
"É um futuro distópico, mas traz muitas questões de presente.
Começa com algo que a gente fala bastante, mas age pouco, que é proteger a natureza.
Então o filme já começa com essa questão importante de cuidar do meio ambiente.
Daí para frente é sobre dinâmica do poder e o espetáculo do horror.
Questiona até onde vai o entretenimento", explicou ela, que gosta de desafios e projetos que comuniquem alguma mensagem.
"Procuro projetos que me tragam desafios e que comuniquem algo.
Como artista quero trazer reflexões...
No início o pensamento era: 'Será que vai fazer sucesso?'.
Agora é se o projeto faz sentido para você como artista e o que você quer conscientizar o outro.
É a partir disso que escolho meus projetos hoje em dia e tenho sido muito feliz."
