O material de campanha atribuído ao vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) pede voto para as candidaturas do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) e do senador Esperidião Amin (PP).
O "santinho", no entanto, não inclui a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que concorre ao Senado na mesma chapa de Carlos e é aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) no estado.
O panfleto, cuja imagem circula nas redes sociais, pede voto em Jair Renan para deputado federal e em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente, além de sugerir apoio às reeleições do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado estadual Camilo Martins (PL-SC).
Ao sugerir os candidatos ao Senado, no entanto, o material lista os nomes e os números de Carlos e Amin.
O senador do PP faz parte de uma chapa adversária desde que foi escanteado no início deste ano na composição de Jorginho.
O mandatário catarinense priorizou acomodar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Carol de Toni, que ameaçou deixar o PL caso não fosse escolhida e recebeu o apoio de Michelle no estado.
Após a repercussão negativa do "santinho", Jair Renan publicou uma nota nas redes sociais dizendo que apoia a chapa que inclui Carlos e Carol.
"Carrego a convicção de que a atividade política digna impõe lealdade ao partido, e que uma democracia verdadeira se constrói com o espírito público, defesa das liberdades e amor à pátria".
No mesmo texto, o vereador descreve o irmão como "grande patriota" e a deputada como "nossa guerreira".
Procurada pelo GLOBO, a campanha da deputada não se manifestou até a publicação desta reportagem.
O espaço segue em aberto
Em uma disputa acirrada pelo Senado em SC, Carlos pontuou 16% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada na semana passada, registrando empate técnico tanto com Amin, que aparece numericamente na frente ao contabilizar 19%, quanto com Carol, que tem 12%.
Como mostrou o GLOBO, na largada da campanha, o filho de Bolsonaro também tem assistido a um aumento das críticas ao seu respeito por uma suposta falta de vinculação ao estado, tema que já vem pautando a discussão política local desde que o nome dele foi confirmado para a disputa.
Visto como "forasteiro" por parte da classe política catarinense desde que foi indicado ao Senado, ele passou a ser alvo de ofensiva mais intensa desde a semana passada, quando não mencionou Santa Catarina durante a primeira inserção na propaganda eleitoral gratuita na TV.
O candidato ao Senado também foi questionado por adversários após recorrer a uma gráfica no Rio de Janeiro para a impressão de seu material de campanha.
Os adesivos distribuídos em território catarinense foram produzidos pela empresa Exact Embalagens e Rótulos, sediada em Saquarema, na Região dos Lagos fluminense.
