Jair Ventura troca fama de

Jair Ventura troca fama de 'bombeiro' pela de 'copeiro' e desafia o Vasco em São Januário na Copa do Brasil

Fonte: Bandeira da fonte

Nos últimos anos, Jair Ventura ficou conhecido por assumir equipes no meio da temporada com uma missão específica: evitar o rebaixamento.
O treinador tem cumprido a tarefa com tanto sucesso que ganhou o apelido de "bombeiro".
Filho do lendário Jairzinho, ele também encontrou sua melhor versão como azarão em mata-matas.
Após eliminar Flamengo e Athletico na Copa do Brasil, chega a São Januário em alta para enfrentar o Vasco, hoje, às 21h30, pelo jogo de ida das quartas de final.
— Pode continuar me chamando de "bombeiro", que o telefone vai tocar sempre que alguém precisar.
Eu tenho dez anos de carreira e dos cinco times que eu peguei brigando contra o rebaixamento, todos os cinco times ficaram.
É um feito do caramba.
Pergunta para os torcedores que já tiveram o time rebaixado se não queriam um bombeiro desse (risos) — destaca Jair em entrevista à Placar.

Foi justamente salvando o Vitória do rebaixamento em 2025 que Jair caiu nas graças da torcida.
O título da Copa do Nordeste neste ano veio para coroar essa sintonia entre técnico e arquibancada.
A força no Barradão faz o time ter a então quarta melhor campanha como mandante no Campeonato Brasileiro.
Já como visitante, o cenário se inverte: penúltimo lugar, atrás apenas da lanterna Chapecoense.
— A torcida é o nosso 12º jogador, e aqui (no Barradão) eles colocam isso muito em prática.
É difícil explicar sem você sentir, tem que estar aqui para entender a força deles.
Toda essa energia das arquibancadas chega até a gente dentro de campo.
O GPS mostra que a intensidade é sempre maior em casa, a gente consegue entregar algo a mais.
A força que vem das arquibancadas faz a diferença para nós — celebra o comandante, que tem a chance de decidir novamente em casa na Copa do Brasil.
Não é a primeira vez que Jair se destaca no torneio.
Em 2016, chegou às semifinais com o Botafogo, clube que marcou o início de sua carreira como treinador e onde seu pai é ídolo.
Dois anos depois, foi finalista com o Corinthians, mas acabou perdendo a decisão para o Cruzeiro.
Ele havia assumido a equipe paulista na semifinal, após a saída de Osmar Loss.
— Se fizermos um comparativo de quando eu passei em São Paulo, quando fui vice-campeão da Copa do Brasil com o Corinthians, para hoje, a minha versão atual é um bilhão de vezes melhor.
É absurda a minha evolução em tudo: no dia a dia, em treino, em gestão, em organização de trabalho, em metodologia.
Eu evoluí demais — afirma Jair.

Se o protagonista do Vitória está à beira do campo, o destaque dentro dele é o goleiro Lucas Arcanjo, que vem sendo o pesadelo de times com ataques poderosos.
Prova disso é que ele é o segundo com mais defesas totais por jogo (3,7), segundo a plataforma Sofascore.