O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, deixou a decisão se concorrerá ou não ao governo de Alagoas para esta quarta-feira, o último dia do prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a definição de candidaturas.
Ele participa nesta tarde da convenção estadual do seu partido, que será realizada a portas fechadas, apesar da pressão exercida ao longo dos últimos meses por aliados como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que disputará o Senado.
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Como mostrou o GLOBO, JHC foi reeleito no primeiro turno em 2024, com 83% dos votos válidos, mas renunciou ao comando da capital alagoana em abril deste ano, também na data-limite para a desincompatibilização de mandatários interessados em disputar a eleição neste ano.
No mesmo período, ele deixou o PL, após ter sido destituído do comando da antiga sigla por Valdemar Costa Neto.
Na época, mesmo sendo visto como um ativo eleitoral importante no partido, o ex-prefeito demonstrou insatisfação com a falta de autonomia para formar a própria chapa, uma vez que uma das indicações ao Senado já havia sido reservada para Lira.
Desde então, o PL também lançou como candidato ao Senado o deputado federal Alfredo Gaspar, filiado ao partido, e ameaçou ter um nome próprio na disputa pelo governo, mas recuou e decidiu aguardar a decisão de JHC.
Como mostrou o GLOBO, o ex-prefeito também chegou a ser cortejado pelo PT, que tenta convencê-lo a cumprir um acordo firmado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto do ano passado.
À época, o mandatário indicou a tia de JHC, Marluce Caldas, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em troca de apoio político.
No estado, o partido apoiará a candidatura ao governo do ex-ministro dos Transportes Renan Filho e a reeleição do senador Renan Calheiros (MDB), adversário histórico de Lira no estado.
Nos últimos meses, no entanto, o ex-prefeito tem enfrentado críticas de adversários, que o acusam de envolvimento com Master após a constatação de que o Instituto de Previdência do Município de Maceió (Iprev) aportou cerca de R$ 117 milhões na instituição financeira de Daniel Vorcaro entre dezembro de 2023 e maio de 2024.
O ex-prefeito tem negado envolvimento com o caso e nas decisões que levaram ao investimento.
