João Fonseca rejeita rótulo de

João Fonseca rejeita rótulo de 'novo Guga' e se imagina no topo do ranking em até 5 anos

Fonte: Bandeira da fonte

Em sua segunda temporada no tênis profissional e a cada torneio mais experiente, João Fonseca mostra maturidade para lidar com as cobranças e os comparativos.
Prestes a completar 20 anos, o tenista brasileiro já sabe lidar e rejeitar o rótulo de "novo Guga" e não esconde a ambição de se tornar o líder do ranking da ATP.
Mas garante que ainda é muito cedo.

O tenista ocupa atualmente a 27ª colocação do ranking e está focado no Masters 1000 de Montreal, no Canadá, preparativo para o US Open, último Grand Slam do ano.
Antes de voltar às quadras, João Fonseca deu entrevista para a CNN Esportes, que vai ao ar no domingo, e falou sobre planos, futuro, presente, comparativo com Guga, importância da família em sua ainda breve carreira...

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"Meus sonhos são ganhar Grand Slam e ser número 1 do mundo.
Parece que está perto, mas estamos muito longe ainda, tem muito a ralar e evoluir.
Espero, dentro de três a cinco anos, estar lá", mostrou franqueza e, ao mesmo tempo, ambição, o brasileiro, que não esconde sua gratidão pelo apoio desde o berço.

"A família é minha maior força.
Minha mãe viajava comigo dos meus 8 aos 11, 12 anos e meu pai sempre me ajudou muito com a parte financeira e investimentos.
Ter essa conexão me ajuda muito.
Eles sempre me deram a liberdade de tomar minhas decisões", revelou o tenista, que não teve dúvidas em sua transição do juvenil para o profissionalismo logo aos 17 anos.

"Eu e minha família estávamos pensando se valia a pena ir direto para o profissional ou fazer alguns anos em alguma universidade dos Estados Unidos.
Logo depois do Rio Open de 2024, quando fiz quartas de final e subi no ranking, cheguei para os meus pais e falei: quero continuar no tênis, seguir direto para o profissional, e eles super me apoiaram.
Não me arrependo".

Hoje o melhor tenista disparado do País, João Fonseca já consegue mostrar tranquilidade ao falar do ídolo nacional Gustavo Kuerten, o Guga, a quem foi bastante comparado no começo da carreira, mas atualmente só quer ser o "novo João".

"No começo, eu me pressionava um pouco mais, tipo 'será que vou conseguir fazer como ele fez', mas atualmente eu penso em fazer minha história.
Esse é meu foco, não sinto pressão de ser um novo Guga.
Eu quero ser um novo João", frisou.
"Comparações virão, é do esporte, mas vou evoluindo meu mental pensando nisso.
O Guga é um ídolo para o Brasil e para o mundo inteiro, um cara com carisma sensacional.
Espero um dia conseguir fazer pelo menos um terço do que ele fez", disse.

Sobre suas quadras preferidas, ainda tem o saibro em primeiro lugar, mas busca aprimoramento para se dar bem em todos os pisos.
"Nasci jogando no saibro e me sinto muito bem nele, mas acho que ainda posso evoluir bastante na quadra rápida.
E, se Deus quiser, um dia a grama vai ser minha superfície favorita", destacou.

João ainda explicou de onde vem a inspiração para o estilo agressivo e corajoso e não escondeu se espelhar em nomes de peso que já não estão mais no circuito, casos do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal.
No currículo, disputas com os nomes de peso do circuito atualmente, casos de Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Alexander Zverev e triunfo inesquecível em Roland Garros diante de sérvio Novak Djokovic.

"Acho que foi um dos fatores ter compartilhado a quadra com esses caras, ver o nível e a pressão de jogar contra eles, para conseguir ganhar do Djokovic.
Foi uma experiência sensacional para ver minhas fraquezas e qualidades."