Larissa Chehuen fala sobre prematuridade extrema da filha, que ficou 145 dias na UTI:

Larissa Chehuen fala sobre prematuridade extrema da filha, que ficou 145 dias na UTI: 'Grande milagre'

Fonte: Bandeira da fonte

A modelo e influenciadora Larissa Chehuen não esconde a realização ao falar sobre a maternidade.
Com 30 anos recém-completados, ela abriu o coração ao conversar com Quem e recordar o delicado período que viveu na gestação da primeira filha, Eduarda, de 1 ano e 2 meses.
A menina, que nasceu em prematuridade extrema, com apenas 580 gramas, é de seu casamento com o empresário Flávio Sarahyba, de 45 anos.
"Eduarda teve um ano de sobrevivência.
Antes de completar um ano, fomos ao hospital e a médica que cuidou dela falou: 'Que bom ver a Eduarda assim.
Em tantos momentos a gente achou que poderia perdê-la'.
A Eduarda passou por muitos riscos.
Ela é uma grande vitória e um grande milagre", recorda Larissa, que deu à luz estava com 27 semanas de gestação e a menina precisou ficar 145 dias na UTI neonatal -- 138 deles com ajuda para respirar, além de passar transfusões de sangue e enfrentar três infecções.
Quando teve alta, a bebê estava com quase cinco meses e pesava 2,300 quilos.
Durante o período em que a filha esteve internada, Larissa mudou sua rotina.
"Durante cinco meses, a UTI virou minha casa.
Sumi das redes sociais.
Foi a maneira como lidei com esse turbilhão e foquei todas as energias na minha filha.
Eu me excluí do mundo e fiquei isolada com a Eduarda para poder cuidar dela", afirma a modelo, que fez questão de enaltecer a importância da amamentação durante o primeiro ano.
"Quis mantê-la no leite materno exclusivo.
Acredito que isso fez ela sobreviver."
Larissa Chehuen
Reprodução/Instagram
Filha de médicos, Larissa teve uma rede de apoio familiar e viu o casamento ficar ainda mais sólido.
"Meu marido sempre foi um porto seguro.
Consegui me dedicar ao mundinho da Eduarda porque o Flávio me defendia do mundo externo", afirmou, contando ainda que a cunhada, a modelo e empresária Daniella Sarahyba, madrinha de Eduarda, também foi bastante participativa.

Mamãe de primeira viagem e com vontade de ter pelo menos mais um filho, a modelo conta que não se intimidou a buscar ajuda profissional.
"Eu sou pró-babá.
Ter babá não tem nada a ver com você ser menos mãe.
Com essa ajuda, consigo ter energia para estar 100% presente", afirma Larissa, que aposta em seu lado influenciadora.
"Para mim, amamentar é muito mais importante do que estar extremamente magra, no tamanho que eu era.
Não encararia uma dieta restritiva.
Para trabalhos como modelo, ainda não me sinto assim confiante, sabe? Tenho focado nas minhas redes.
Recebo feedbacks positivos.
Sinto que transformei a dor em aprendizado."
Quem: Você chega aos 30 anos depois de ter passado por uma série de mudanças na sua vida.
Nos últimos dois anos, você teve sua primeira gravidez, o nascimento prematuro da Eduarda, o período da bebê na UTI, a necessidade de cirurgias, a volta para casa.
Como está a vida agora?
Larissa Chehuen: Durante o primeiro ano da Eduarda, fomos muito precavidos para evitar complicações.
Tomamos o máximo de cuidado para ela não gripar, nem ser reinternada.
A Eduarda nunca ficou resfriada.
E isso também é por conta do leite materno, que é poderosíssimo, um remédio.
Ela nunca ficou doente.
Com a cirurgia de fechamento de colostomia no primeiro semestre deste ano, finalizamos um ciclo.
Até então, por mais que ela já estivesse em casa, a gente ainda tinha algumas amarras da UTI.
A comemoração do primeiro aniversário marca essa uma nova fase?
O primeiro ano é um marco importante na vida de qualquer bebê.
Para a Eduarda, principalmente.
Ela teve um ano realmente de sobrevivência.
Um pouco antes de completar um ano, fomos ao hospital e a médica que cuidou dela falou: "Que bom ver Eduarda assim.
Em tantos momentos a gente achou que poderia perdê-la".
Começo a me dar conta também que as pessoas estão tomando coragem de me falar mais abertamente sobre isso, ou, talvez, eu nem tivesse tão aberta a ouvir antes.
Ela podia ter morrido várias vezes, sim.
Larissa Chehuen e Flávio Sarahyba na comemoração do primeiro aniversário da filha, Eduarda
Arquivo pessoal
Você procurou se blindar de histórias de terceiros? Ou se mostra aberta a ouvir?
Hoje mesmo, uma mãe de UTI me parou na rua e contou a história dela -- ela teve um bebê prematuro há 15 anos, ele teve um choque séptico e não sobreviveu.
Tem acontecido muitas situações em que sou abordada.
A Eduarda passou por muitos riscos.
Ela é uma grande vitória e um grande milagre.

Enquanto ela estava na UTI, como ficou a sua vida?
Durante cinco meses, a UTI virou minha segunda casa.
Na verdade, nem era a segunda, era a primeira.
Eu passava muito mais tempo lá do que em casa.
Fiquei imersa nessa rotina durante todos os 145 dias.
É muito desgastante e eu me comprometi a isso, ninguém me pediu.
Sumi das redes sociais.
Foi a minha forma de lidar com esse turbilhão e focar todas as minhas energias.
Eu me excluí do mundo e fiquei isolada com a Eduarda para poder cuidar dela.
"Eu me excluí do mundo e fiquei isolada com a Eduarda para poder cuidar dela"
Larissa Chehuen e Flávio Sarahyba com a filha, Eduarda, na saída da maternidade após 145 hospitalizada
Reprodução/Instagram
E todo esse periodo em UTI?
Ela passou quatro meses na UTI 1 -- destinada a bebês mais graves.
Eu não podia dormir lá.
Nessa UTI, a Eduarda monopolizou um leito situado bem na frente dos médicos.
Ela não tinha condição nenhuma de ficar em um leito mais distante da equipe médica.
Precisava ser totalmente monitorada.
Ela nasceu com 580 gramas.

Quando ela nasceu, você tinha completado quantas semanas de gestação?
Estava com 27 semanas.
Ela era pequena para a idade gestacional, por causa da insuficiência placentária.
Se ela fosse alimentada com fórmula, poderia distender a barriga dela e comprimir mais ainda o pulmão.
Quis mantê-la no leite materno exclusivo.
Acredito que isso fez ela sobreviver -- por ter nascido prematuramente, o intestino dela era imaturo.

Como foi a ida para casa?
Apesar de já ter cinco meses, ela ainda era um bebê de 2,300 quilos.
Muito pequena.
Quando chegou em casa, vivi e ainda vivo a maternidade de uma forma muito intensa.
Faço questão de dar os banhos.
Sou muito grudada a ela.
A primeira vez que viajei -- uma ida ao casamento de uma amiga em São Paulo -- não cheguei a ficar em 24 horas longe dela.
Agora, consigo maternar da forma que eu sempre que sonhei.
Larissa Chehuen e Flávio Sarahyba em dia de praia com a filha, Eduarda
Reprodução/Instagram
E quem é a sua rede de apoio?
É concentrada na família.
A minha família é muito unida.
Meus pais são médicos.
Meu marido sempre muito participativo e a família do Flávio também muito presente.
Quando a Eduarda foi para UTI 2, contratei uma babá para ficar com a gente, que está com a gente até hoje.
Temos uma babá de segunda a sexta; outra, de sexta a segunda.
Fora a família, tenho ajuda profissional.
E a base de vocês é o Rio de Janeiro, certo?
Sim.
Minha mãe vem de São Paulo e fica aqui uma temporada para me ajudar.
Meu pai vem de Juiz de Fora, que é a minha cidade natal, para ajudar também.
Minha sogra e minha cunhada são muito presentes.

Larissa Chehuen e a filha, Eduarda, em praia carioca
Reprodução/Instagram
Existiu algum tabu na decisão de ter babá?
Eu sou pró-babá.
Na minha percepção, ter babá não tem nada a ver com você ser menos mãe, ou mais mãe.
Com essa ajuda, consigo energia para estar 100% presente com a Eduarda.
Por exemplo, temos um combinado: a babá prepara o banho, mas eu dou banho.
Faço questão de participar de absolutamente tudo.
Costumo dizer que eu tenho hiperfoco na Eduarda.
Isso traz algum receio?
Às vezes, fico preocupada.
Sei que também é importante, a partir de agora depois desse ciclo de cirurgias da Eduarda, flexibilizar um pouco.
Quero liberar a Eduarda para encontrar com outros bebês, ter contato...
Antes, foi necessário uma hiperproteção.
Agora é uma nova fase, um pouco mais relaxada, como se a vida estivesse mais normal.
Você comentou que tinha o medo de não conseguir viver tudo.
Por ter nascido em prematuridade extrema, a dúvida se ela resistiria te acompanhou por muito tempo? Como foi lidar com isso? Você teve acompanhamento psicológico?
Faço terapia há cinco anos, vou semanalmente.
A psicanálise sempre me ajudou muito.
Esse acompanhamento psicológico foi assim fundamental.
Meu marido até brincava e falava: "Amor, não é possível que você está sorrindo para UTI".
Ia animadíssima para UTI porque ficaria com a minha filha.
Era uma realidade que eu queria para mim? Não, mas era a que eu tinha.
O primeiro banho da Eduarda foi na UTI, o primeiro colo, a primeira mamadeira, a primeira vez mamando no meu peito, todas as nossas primeiras vezes foram na UTI.
E eu consegui aproveitar estes momentos.
Tenho orgulho de ter conseguido passar por algo tão extremo de uma forma emocionalmente estável.
Larissa Chehuen e a filha, Eduarda
Arquivo pessoal
E as inseguranças ainda existem?
Os medos e as inseguranças me acompanham até hoje.
Quando a Eduarda quer pegar um negócio e colocar na boca e eu fico assim: "Será que eu deixo?".
Na UTI, era tudo muito restrito.
É proibido você pegar o celular com seu bebê no colo, porque o celular é muito sujo.
Vejo bebês que pegam o celular da mãe, botam na boca...
Fico aflita.
É um trauma meu.
O trauma existe.
A minha psicanalista fala que, hoje, vivo um estresse pós-traumático.
Sou muito protetora, quero tudo do meu seu jeito.
Eu me vejo protegendo demais, querendo estar com ela demais.
Tenho consciência que eu devo soltá-la.
Quero que a Eduarda tenha uma vida normal.

"Vivo um estresse pós-traumático.
Sou muito protetora, quero tudo do meu seu jeito"
Você falou da sua parceria com seu marido durante o período que a bebê estava na UTI.
E depois? Como ficou a a união entre vocês?
Em situações consideradas perfeitas, sabemos que o período pós-parto é delicado.
No nosso caso, desde a gravidez, percebi que estávamos um pelo outro.
Além disso, na UTI, existem psicólogas que conversam e perguntam como vai o casal.

A gravidez era considerada de risco?
Sim.
A gente descobriu que a placenta não estava funcionando adequadamente.
Nessas situações, acho que são dois caminhos para o casal: ou separa, ou une muito.
E o Flávio, para mim, sempre foi porto seguro.
Consegui me dedicar ao mundinho da Eduarda porque o Flávio me defendia do mundo externo.
A parceria que deu muito certo.
Quando eu estava grávida e, tinha dias que eu acordava e não queria sair do quarto de tão triste que eu estava.
E ele me incentivava a andar na orla, tomar um pouco de sol.
Ele me tirava desses momentos escuros.
Nossa parceria se fortaleceu.
Larissa Chehuen durante a gravidez da primeira filha.
Eduarda nasceu quando a modelo estava com 27 semanas de gestação
Fagner Soares
Na gestação, precisou fazer repouso, adotar uma nova dieta? Como foi?
Depois do segundo exame de ultrassom morfológico, feito com 21 semanas de gravidez, tudo mudou.
A gente descobriu que a Eduarda estava pequena demais para a idade gestacional.
O médico falou que precisaríamos chegar nas 24 semanas.
Para o bebê para ter chance de sobreviver é indicado 24 semanas.
Continuei fazendo pilates, tentando levar a vida normal, dentro dos cuidados.
A minha saúde começou a ser comprometida e minha pressão arterial subiu.
Antes, era 9 por 6 e chegou a 13 por 7.
No dia do parto, que a minha pressão estava 16 por 10.
Tive uma pré-eclâmpsia e fui para o hospital.
E chegou a ficar em observação no hospital? Ou a bebê nasceu em um curto intervalo de tempo?
Ela nasceu duas horas depois.
Foi feita uma cesárea de emergência.
Tive alguns sintomas de pré-eclâmpsia antes, mas eu estava na negação.
Estava até programando uma viagem a São Paulo para fazer um ensaio fotográfico gestacional.
O chá de fraldas estava marcado para o dia em que ela nasceu.
Inclusive, parecia que eu tinha programado parto, porque toda a decoração do chá de fraldas foi para o hospital.
Tinha bolo temático, docinhos, balões.
Minha cunhada, a Daniella [Sarahyba] levou tudo para o hospital.
Daniella Sarahyba com a afilhada, Eduarda, o irmão, Flávio Sarahyba, e a cunhada, Larissa Chehuen
Reprodução/Instagram
Imagino que essa experiência trouxe muito amadurecimento, não?
Quando ela nasceu, eu tinha 28 anos.
Completei 30 agora, em agosto.
Na UTI neonatal, cada dia é um dia, literalmente.
Todo mundo fala que eu deveria escrever um livro.
Eu não trocaria a versão da Larissa de hoje pela versão antiga.
Mesmo que eu tivesse que passar por tudo isso.
A forma que eu enxergo a vida hoje é muito diferente.
Deus preparou essa experiência.
Foi um caso muito atípico.
Neste ano, ela passou por uma segunda cirurgia para o fechamento da colostomia e a vida começou a entrar em um eixo normal.
A Eduarda é um milagre.
Tão novinha e já passou por tanto!
É muito provável que um bebê, ao nascer tão pequeno quanto ela, saia da UTI com alguma sequela, seja uma sequela motora, cerebral, na visão, na audição...
Todos os médicos médicos falam: "Eduarda é um milagre.
Ela é um bebê com nenhuma sequela".
Ela é perfeita, a parte motora e a parte neurológica dela são perfeitas.
Além de ter sobrevivido, ela sobreviveu sem sequela.
Isso é um milagre.
Hoje, a Eduarda é um bebê absolutamente normal.
A dentição de bebês prematuros geralmente atrasa, mas a dela está dentro do normal esperado.
Ela faz tudo que um bebê da idade dela deveria estar fazendo.

E você? Já conseguiu retomar hábitos?
Voltei à academia.
Dedicar um tempo para exercícios faz diferença para a saúde mental e física.
Minha meta é três vezes por semana, nem que seja meia hora.
Isso é tudo para mim.

Larissa Chehuen e o marido, Flávio Sarahyba, em academia.
Modelo retomou rotina de treinos após período dedicado integralmente à maternidade
Reprodução/Instagram
Você e o Flávio conseguem sair para jantar ou para um vale-night?
A Eduarda ainda é um bebezinho.
Às oito horas da noite, ela está dormindo.
Então, existe esse momento do casal.
Como o Flávio trabalha com entretenimento -- tem negócios em bar, restaurante e Carnaval -- e eu sempre trabalhei viajando muito, temos um lado caseiro.
Ele não bebe, eu também nunca fui de beber muito.
Durante essa jornada de gravidez e amamentação, cortei.
Cogitamos fazer uma viagem a dois no meu aniversário.
Semanas antes, eu falei: "Amor, acho que eu não estou pronta.
Não vou ter essa coragem".
E ele respondeu: "É, nem eu.
Ainda não é a hora de deixar a Eduarda sem nós dois assim durante cinco dias".
Vocês têm uma diferença de idade.
Ela ajuda ou atrapalha?
Ele é mais velho, tem 15 anos a mais que eu.
E também é pai pela primeira vez.
Não que eu seja a rainha da maturidade, mas tem momentos que falo: "Amor, se você é 15 anos mais velho que eu, imagina se você tivesse a minha idade? Não ia rolar, viu?".
Acho que essa diferença é ótima.
Ele tem a alma muito jovem.
Eu também sou muito moleca.
Somos um casal de espírito jovem.
Ele brinca muito com a Eduarda.
Ninguém diz que ele tem idade que tem.
Flávio Sarahyba e Larissa Chehuen com a filha, Eduarda, em viagem a Angra dos Reis, destino escolhido para comemorar os 30 anos da modelo
Reprodução/Instagram
E quais seus planos para o futuro? Quer retomar a carreira, cogita a possibilidade de aumentar a família?
Fiquei imersa na Eduarda durante esse ano todo.
Ainda não cheguei a fazer planos a longo prazo.
Uma certeza é que a Eduarda não vai ser filha única, em algum momento virá mais um bebê.
Fui a grávida mais feliz, amava estar grávida.
Nas minhas conversas com Deus, eu falava: "Deus, eu amo estar grávida.
Por que eu, logo eu, não vou chegar nas 38, 40 semanas? Me deixa grávida aqui".
Até brinco que a Eduarda não pode ser filha única, senão ela vai ser extremamente mimada.

E profissionalmente?
Sempre trabalhei muito como modelo.
Comecei com 7 anos de idade.
Sempre fui apaixonada por moda.
Hoje, meu corpo ainda não voltou 100% ao que era.
Como escolhi amamentar, há a liberação de hormônios diferentes.
A prolactina que deixa o corpo diferente.
Para mim, amamentar é muito mais importante do que estar extremamente magra, no tamanho que eu era.
Não encararia uma dieta restritiva.
Para trabalhos como modelo, ainda não me sinto assim confiante, sabe? Tenho focado nas minhas redes.
Recebo feedbacks extremamente positivos ao falar do que eu aprendi ao passar por uma situação muito extrema, sinto que transformei a dor em aprendizado.
"Meu corpo ainda não voltou 100% ao que era.
Para mim, amamentar é muito mais importante do que estar extremamente magra"
Larissa Chehuen avalia que amamentação foi poderosa aliada para o desenvolvimento da filha, Eduarda, que nasceu em prematuridade extrema
Reprodução/Instagram
Ao te ouvir, percebo que você também teve consciência dos privilégios da sua filha.
Totalmente, eu tenho consciência de que a minha realidade, o meu acesso à informação e acesso aos melhores profissionais não é a realidade da maioria absoluta.
Nas redes, não quero vender essa vida perfeita.
O que me conectou com pessoas de forma muito verdadeira foi justamente o momento em que me abri.
Nunca tinha recebido tantos feedbacks positivos.
Escuto: 'você se tornou a minha influenciadora preferida', algo que não ouvida quando fazia posts como modelo, mostrando roupas e looks.
E você é bem falante.
Sempre foi assim?
Sempre amei me comunicar.
Quero desenvolver meu lado como apresentadora.
Quera mudar a vida das pessoas positivamente.
A Eduarda me trouxe esse propósito.
Se a minha maternidade tivesse sido bem redondinha e perfeita, eu não teria como impactar a vida das pessoas.
Não trocaria absolutamente nada do que a gente viveu.
Não desejo de passar por isso, mas como passei, não mudaria porque eu sou uma pessoa melhor.
Larissa Chehuen e a filha, Eduarda, em momento de lazer na praia
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