'Lei do ex' encerra sonho da Copa do Brasil; Remo perde para o Santos em um Mangueirção lotado

Fonte: Bandeira da fonte

O sonho do Remo na Copa do Brasil terminou diante de um Mangueirão lotado.
Na noite desta terça-feira (4), o Leão Azul foi derrotado por 1 a 0 pelo Santos, pelas oitavas de final da competição, em uma partida marcada por três momentos decisivos: a expulsão do zagueiro Marllon ainda no primeiro tempo, a entrada de Neymar na etapa final e a lei do ex aplicada por Rony, atacante criado na base remista.
O resultado classificou o time paulista às quartas de final e custou ao clube paraense uma premiação de aproximadamente R$ 4 milhões.

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Mesmo diante de um adversário com jogadores estrelados, o Remo mostrou personalidade inicial.
Empurrado por cerca de 50 mil torcedores, o time de Léo Condé começou pressionando e teve a melhor oportunidade da primeira etapa logo aos três minutos.
Alef Manga recebeu livre na área, finalizou em cima do goleiro e, na sobra, Jajá mandou para fora, desperdiçando a chance de colocar o Leão em vantagem.

A partir daí, o Santos passou a controlar mais a posse de bola, mas encontrava dificuldades para superar o sistema defensivo azulino.
O cenário mudou completamente aos 28 minutos.
Inicialmente advertido com cartão amarelo por falta em Caballero, Marllon teve o lance revisado pelo VAR.
Após consultar o monitor, o árbitro Anderson Daronco mudou a decisão e expulsou o zagueiro, obrigando o Remo a disputar mais de uma hora de partida com apenas dez jogadores.

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Com um atleta a menos, o Leão abriu mão da pressão ofensiva para fechar os espaços.
O Santos passou a ocupar o campo de ataque e criou boas oportunidades, principalmente com Gabigol e Caballero, mas esbarrou nas intervenções de Marcelo Rangel e na forte marcação azulina.
Apesar da pressão, o Remo conseguiu segurar o empate sem gols até o intervalo, mantendo viva a esperança da classificação.

Segundo tempo

Na volta para a etapa final, Cuca colocou Neymar em campo.
Bastaram poucos minutos para o camisa 10 assumir o protagonismo da partida.
Participando das principais jogadas ofensivas, o craque aumentou o volume de jogo santista e passou a encontrar espaços diante do desgaste físico do Remo, que seguia se desdobrando com um homem a menos.

Aos 29 minutos, veio o lance que decidiu a classificação.
Neymar roubou a bola de Zé Welison no campo de ataque, invadiu a área e encontrou Rony livre na pequena área.
O atacante paraense, revelado pelo Remo e campeão da Copa Verde pelo clube em 2015, apenas completou para o fundo das redes.
Em respeito ao time que o projetou para o futebol, comemorou discretamente diante da torcida azulina.

Mesmo abatido pelo gol sofrido, o Remo não desistiu.
Léo Condé promoveu mudanças ofensivas e viu sua equipe crescer nos minutos finais.
A melhor oportunidade surgiu em cobrança de falta de Vitor Bueno, que acertou o travessão de Brasão e fez o Mangueirão prender a respiração.
Nos acréscimos, Marcelinho ainda teve boa chance pela direita, mas finalizou pela rede do lado de fora.
A pressão, no entanto, não foi suficiente para evitar a eliminação.

Ao apito final, a festa ficou com o Santos.
O Remo deixou o gramado sob aplausos da torcida, mas também com o gosto amargo de ver escapar uma classificação histórica.
Além da vaga nas quartas de final, o clube paraense perdeu a oportunidade de reforçar os cofres com cerca de R$ 4 milhões em premiação, graças a um passe de Neymar e a lei do ex de Rony para encerrar o sonho azulino na Copa do Brasil.

Ficha Técnica

Data: 4 de agosto de 2026
Hora: 21h30 (de Brasília)
Local: Mangueirão
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Maira Mastella Moreira (RS) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)

Cartões Amarelos: João Schmidt, Gabriel Barbosa, Oliva, Barreal (Santos) Picco (Remo)
Cartões Vermelhos: Marllon (Remo)

Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Matheus Felipe e Mayk; Leonel Picco (Edson Fernando), Zé Welison e Zé Ricardo (Jaderson); Jajá (Taliari), Yago Pikachu (Matheus Alexandre) e Alef Manga (Vitor Bueno).
Técnico: Léo Condé

Santos: Gabriel Brazão; Gabriel Menino, Adonis Frías, Christian Oliva (Samuel Pierri) e Escobar, Julio Schmidt (William Arão), Gabriel Bontempo (Neymar Jr), Barreal, Caballero (Rollheiser); Neymar e Gabigol (Rony).
Técnico: Cuca