O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, disse nesta sexta-feira, 21, que o embaixador designado do Irã, Mohammad Reza Rauf Sheibani, deve deixar o país porque sua permanência contínua violaria uma decisão soberana libanesa, segundo a mídia local.
De acordo com a Iran Wire, Sheibani foi declarado persona non grata por Beirute em março deste ano, pouco depois do início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
O governo libanês revogou as credenciais do embaixador designado pelo Irã e determinou uma data para sua partida, mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que Sheibani permaneceria no cargo e no país apesar da ordem.
Rajji argumentou hoje que, uma vez que o diplomata é declarado persona non grata, qualquer visto, permissão de entrada ou autorização de residência emitidos anteriormente não fornecem mais uma base legal para permanecer no país.
O ministro acrescentou que qualquer discussão sobre a renovação do visto de Sheibani é legalmente inválida e que a decisão exigindo sua saída é final e executável.
O visto de Sheibani expira em 24 de agosto, segundo o Iran International.
A tensão entre os países ocorre em meio a guerra no Oriente Médio, enquanto o Líbano lida com ataques israelenses no sul do país e efeitos econômicos graves.
O Banco Mundial estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) libanês encolherá 6,4% em 2026, em relatório publicado hoje.
A destruição causada pela guerra que começou em março e a consequente queda acentuada no turismo reverteram um crescimento de 4,2% observado em 2025 na economia do Líbano, afirmou a organização.
O Banco Mundial também prevê um aumento acentuado na inflação impulsionado por interrupções no fornecimento, custos de transporte mais altos e aumento nos preços do petróleo, o que reduzirá ainda mais o poder de compra.
A economia do Líbano está em crise desde o colapso bancário de 2019.
*Com informações da Associated Press
