As Linhas 11 (Coral), 12 (Safira) e 13 (Jade) da CPTM funcionam apenas parcialmente na manhã desta quarta-feira (5), no segundo dia de greve dos ferroviários em São Paulo.
Na noite desta terça, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil aprovou seguir com a paralisação por tempo indeterminado.
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Na Linha 11, a operação está normal entre Guaianases e Barra Funda.
Já entre Guaianases e Estudantes, o trem não opera e os passageiros precisam optar por ônibus Paese, que estão fazendo o trecho, ou outros meios de transportes alternativos, como ônibus ou veículos próprios.
Na Linha 12, o trecho em operação é curto, de apenas três estações: de Engenheiro Goulart até a estação Brás.
Ônibus da operação Paese estão fazendo o trajeto restante.
A Linha13 funciona com maiores intervalos dos trens (cerca de 30 minutos) e maior tempo de parada nas estações entre Engenheiro Goulart e o Aeroporto.
Nesta manhã, há apenas um trem operando no ramal.
A região mais afetada pela greve é a Zona Leste da capital, além de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Poá.
O rodízio de veículos foi suspenso na capital.
Devido à paralisação, o governo de São Paulo adotou um plano de contingência, com a antecipação do horário de abertura das linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata) do Metrô para as 4h (o normal é 4h40) como parte do plano de contingência, e colocou mais trens em circulação.
Também foi acionada a Operação Paese, em que ônibus fazem o trajeto dos trechos de trem afetados.
A CPTM acionou a Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) determinou um contingente mínimo de operação durante a greve, com 80% do efetivo nos horários de pico (entre 4h e 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais horários.
Em caso de descumprimento, a multa diária será de R$ 400 mil.
Nesta terça, o governo estadual alegou que o contingente de ferroviários para as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de trens esteve abaixo dos percentuais determinados pela Justiça.
A greve foi deflagrada na terça-feira, e a principal demanda dos trabalhadores é a garantia de estabilidade empregatícia para os funcionários do Estado após a concessão das linhas para a Trivia Trens.
Os trabalhadores exigem um compromisso formal do Palácio dos Bandeirantes sobre o futuro da força de trabalho após a entrega da malha viária à Trivia Trens.
