A lista brasileira de bilionários da Forbes passou de 300 integrantes em 2025 para 255 em 2026, uma redução de 45 nomes, ou 15%.
No mesmo período, o patrimônio conjunto estimado caiu de R$ 2,01 trilhões para R$ 1,86 trilhão — uma diferença de cerca de R$ 150 bilhões.
O movimento foi diferente no topo.
A soma das dez maiores fortunas passou de R$ 699,4 bilhões em 2025 para R$ 705 bilhões em 2026, segundo levantamento de Época NEGÓCIOS com base nos valores publicados pela Forbes.
A conta considera os ocupantes das dez primeiras posições de cada edição, e não um grupo fixo de pessoas, já que a composição do top 10 mudou.
Com o resultado, a participação dos dez maiores na riqueza total da lista subiu de 34,8% para 37,9%, avanço de 3,1 pontos percentuais.
Os valores são nominais, sem correção pela inflação.
Como os patrimônios totais foram divulgados pela Forbes em trilhões e arredondados para duas casas decimais, a redução de R$ 150 bilhões deve ser considerada aproximada.
Topo avança apesar da perda de Saverin
O aumento da soma do top 10 ocorreu mesmo com a forte redução da fortuna de Eduardo Saverin.
O cofundador do Facebook permanece na liderança do ranking, mas seu patrimônio estimado caiu de R$ 227 bilhões para R$ 162,9 bilhões — diferença de R$ 64,1 bilhões entre os valores publicados nas duas edições.
Segundo a Forbes, a queda foi influenciada pela desvalorização de cerca de 16% das ações da Meta nos 12 meses encerrados em junho de 2026.
Ainda assim, Saverin conserva uma vantagem de R$ 32,3 bilhões sobre Vicky Safra e família, que aparecem na segunda posição, com R$ 130,6 bilhões.
Entre os integrantes do atual top 10, apenas Saverin e Carlos Alberto Sicupira tiveram redução patrimonial em relação às estimativas de 2025.
Os outros oito registraram aumento.
Jorge Paulo Lemann e Ricardo Faria tiveram os maiores avanços nominais do grupo, de R$ 15,5 bilhões cada.
A fortuna atribuída a Lemann passou de R$ 88 bilhões para R$ 103,5 bilhões.
A de Faria subiu de R$ 19,6 bilhões para R$ 35,1 bilhões, levando o empresário da 21ª para a décima posição.
A composição do topo também mudou.
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles avançou do 11º para o sétimo lugar, enquanto Faria entrou na décima posição.
Alexandre Behring e Jorge Moll Filho, respectivamente nono e décimo colocados em 2025, deixaram o grupo das dez maiores fortunas.
Número de estreantes cai de 28 para cinco
O encolhimento da lista também aparece na entrada de novos bilionários.
A Forbes registrou 28 estreantes em 2025.
Na edição de 2026, apenas cinco nomes apareceram pela primeira vez, uma redução de 82,1%.
Juntos, os cinco recém-chegados acumulam R$ 25 bilhões.
O grupo é formado por Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi; Ari de Sá Cavalcante Neto e família, ligados à Arco Educação; Rosangela Maggi Schmidt, acionista da Amaggi; e os irmãos Carlos Moche Dayan e Salim Dayan, do Banco Daycoval.
Separados os estreantes, a decomposição publicada pela Forbes registra 146 integrantes com aumento de patrimônio, 77 com redução e 27 com valores estáveis.
Somados aos cinco novos nomes, os grupos completam os 255 integrantes do levantamento.
A Forbes afirma elaborar o ranking a partir de diferentes fontes, com peso relevante para participações em empresas listadas em Bolsa.
Na edição de 2026, foram consideradas as cotações de fechamento de 30 de junho.
Segundo a publicação, os dados utilizados são públicos, oficiais e auditados, mas as fortunas podem estar subestimadas.
Imóveis, obras de arte, aviões e embarcações normalmente não entram no cálculo, exceto quando os próprios participantes fornecem as informações.
Dependendo da estrutura patrimonial, os bens de irmãos e outros familiares também podem ser consolidados ou apresentados separadamente.
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