A disputa pelo Palácio Guanabara chega ao último dia das convenções partidárias com nove nomes anunciados para o governo do Rio.
Mas duas chapas ainda estão incompletas.
A principal indefinição envolve Anthony Garotinho, do Republicanos, que perdeu o vice indicado depois que o partido desse ex-vice decidiu apoiar Eduardo Paes.
O PCO também ainda não divulgou quem vai acompanhar Luan Monteiro na disputa.
Eduardo Paes, do PSD, chegou ao fim das convenções com a chapa definida e o maior grupo de partidos ao redor da candidatura.
A vice vai ser Jane Reis, do MDB, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis.
A aliança reúne 13 partidos, considerando as siglas que integram federações.
Além de PSD e MDB, estão no grupo PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, PDT, PSB, Democracia Cristã, PRD, Solidariedade e Podemos.
O bloco reúne partidos de esquerda, centro e centro-direita.
A entrada da Democracia Cristã na aliança de Paes provocou uma das principais mudanças desta reta final das convenções porque mexeu com a candidatura de Anthony Garotinho.
Na convenção do Republicanos, partido do ex-governador, o partido apresentou o coronel da reserva Venâncio Moura, da Democracia Cristã, como vice.
Mas três dias depois, a Democracia Cristã aprovou em convenção o apoio a Eduardo Paes.
Com a decisão, Venâncio não pode integrar uma chapa adversária à escolhida pelo próprio partido.
O coronel chegou a dizer que havia sido traído e que pretendia continuar ao lado de Garotinho, mas a decisão partidária inviabilizou a composição anunciada pelo Republicanos.
A candidatura de Garotinho ganhou outro apoio no último sábado, quando o ex-governador Wilson Witzel desistiu de concorrer e anunciou que vai apoiá-lo.
O Democrata, partido de Witzel e antigo PMB, também passou a integrar o grupo.
E de acordo com a coluna no jornal O Globo, do jornalista Lauro Jardim, comentarista da CBN, a delegada da Polícia Civil Tatiana Queiroz, filiada ao Republicanos, é a favorita pra ocupar a vaga de vice na chapa de Garotinho.
No PL, o impasse sobre a vaga de vice só terminou ontem:
Um dia antes do encerramento do prazo.
O partido escolheu a vereadora de Niterói Fernanda Louback para acompanhar Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, na disputa.
A escolha foi uma solução interna depois de duas baixas importantes.
O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, do Progressistas, que tinha sido anunciado como vice, mas desistiu.
Em seguida, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, deixou o palanque de Douglas Ruas e decidiu ficar neutra na disputa pelo governo estadual.
Com a saída da União Progressista, o PL fechou uma chapa majoritária formada só por integrantes do próprio partido.
Mas a coligação reúne também o Avante, Agir e o Mobiliza.
Fora das três candidaturas que concentram as maiores articulações partidárias, outras cinco chapas já divulgaram as duplas para o governo.
O Missão escolheu o coronel Busnello para governador e o bombeiro Rafa Luz para vice.
O PSTU confirmou Cyro Garcia e Perciliana Rodrigues.
No Novo, a chapa vai ter André Marinho e a tenente-coronel Erigreyce Monteiro.
A federação formada por PSOL e Rede lançou o vereador William Siri para o governo, com a professora Juliana Carvalho como vice.
Os dois são filiados ao PSOL.
A Unidade Popular escolheu Juliete Pantoja e Bia Martins.
O PCO anunciou Luan Monteiro como candidato ao governo.
Mas por enquanto, não informou o nome escolhido para vice.
O prazo para os partidos e federações escolherem candidatos e definirem coligações termina nesta quarta-feira.
Mas legendas têm até as 19h de 15 de agosto pra apresentar os pedidos de registro.
Um partido também pode deixar a decisão sobre o vice nas mãos da direção executiva, desde que essa autorização esteja registrada na ata da convenção.
Por isso, ainda existe espaço para novas definições antes do registro.
