O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL) no primeiro evento de campanha à reeleição no Nordeste.
O petista afirmou que "se construiu um processo de mentira" no Brasil durante a gestão anterior.
A declaração ocorreu nesta quinta-feira durante agenda no Rio Grande do Norte.
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— Quando voltamos para o governo, encontramos um país totalmente desestruturado.
Era um lugar abandonado, porque se construiu um processo de mentira nesse país.
Era brincadeira na internet.
Falar mal e provocar os outros.
Nós reconstruímos esse país — disse Lula.
Lula esteve em agenda em Macaíba, na zona leste do estado, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).
O presidente visitou o Parque Tecnológico da região e acompanhou anúncios relativos aos supercomputadores e soberania digital.
O projeto anunciado nesta quinta-feira prevê R$ 1,06 bilhão para aquisição, preparação e operação da estrutura voltada ao modelo de alto desempenho e inteligência artificial.
— A gente quer dizer ao mundo que nem chinês nem americano é melhor que nós — afirmou o petista ao tratar sobre a importância do investimento brasileiro em tecnologia.
— Escolhi (o Rio Grande do Norte para receber o investimento) porque precisamos olhar para os estados que mais necessitam.
Lula ressaltou entregas da gestão petista no Nordeste.
O petista disse “não ter nada contra o Sul e Sudeste”, mas defendeu ser necessário que a União tenha iniciativa para dar oportunidades de desenvolvimento para outras regiões do Brasil.
Motta fez um aceno ao petista ao afirmar ser “uma alegria muito grande estar ao lado do senhor no nosso Nordeste”.
O deputado ressaltou o potencial da região nos setores econômico e tecnológico.
Na semana passada, o presidente da Câmara declarou apoio à reeleição de Lula.
Mais tarde, ele participa de comício ao lado do candidato ao Executivo Cadu Xavier, auditor fiscal de carreira, e da governadora Fátima Bezerra (PT).
Ela disputaria o Senado, mas abdicou da postulação após o vice Walter Alves (MDB), com quem rompeu, anunciar que não assumiria o Palácio de Despachos de Lagoa Nova em caso de renúncia da petista.
O cenário provocaria uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para eleger um governador interino.
