Um vídeo gravado na Reserva Natural Absoluta de Cabo Blanco, localizada na ponta sul da Península de Nicoya, na Costa Rica, viralizou nas redes sociais após mostrar o surfista, treinador e influenciador costa-riquenho Diego Jiménez se despedindo de seu cachorro de estimação, Thai.
Nas imagens, divulgadas nesta semana, ele entra no mar com o corpo do animal e o deixa nas águas, gesto que emocionou parte dos internautas, mas também gerou críticas e questionamentos sobre o descarte do cadáver.
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Na publicação, Diego prestou uma homenagem ao companheiro de anos, associando a despedida ao vínculo que os dois construíram no mar.
"Nos vemos em breve e nos sentimos sempre, em cada onda, em cada pôr do sol, sempre no mar, na praia.
Nosso lugar, nosso abrigo.
Você estará sempre vigiando meus passos e me esperando depois de cada surf para brincar como fez por tantos anos", escreveu.
Assista:
Repercussão nas redes
A despedida dividiu opiniões.
Enquanto parte dos usuários classificou o gesto como uma homenagem emocionante, outros criticaram o fato de o corpo do cachorro ter sido deixado no oceano e questionaram se não haveria alternativas, como a cremação.
"Lamento pela perda.
Mas ele jogou o corpo do cachorro no mar? É isso? E todos acham isso normal?", escreveu um internauta.
Outro comentou: "Levar ao mar, tudo bem...
mas deixá-lo lá não foi muito legal".
Um terceiro perguntou: "Não podia ter cremado e jogado as cinzas?"
Outros comentários também chamaram atenção.
"Isso me deixou em lágrimas, mas quero entender: é algo cultural deixar os animais afundarem no oceano? Eles não acabariam servindo de alimento?", questionou um usuário.
Outro saiu em defesa do surfista: "A mais linda homenagem e despedida.
Seu Thai estará sempre com você.
Ninguém realmente entende esse tipo de luto até amar e perder um cachorro.
Meu coração está com você".
Já outro criticou a decisão: "É ainda mais triste pensar que você o deixou para que os tubarões o comessem".
Até o momento, Diego Jiménez não respondeu aos questionamentos dos internautas nem informou a causa da morte de Thai.
O que diz a legislação
Na Costa Rica, onde o vídeo foi gravado, o descarte de animais mortos no mar pode configurar infração ambiental.
O país possui legislação voltada à proteção dos recursos naturais, da saúde pública e do bem-estar animal, que proíbe o descarte inadequado de resíduos e carcaças em ecossistemas aquáticos.
Além do risco de contaminação da água e desequilíbrio da fauna marinha, a prática pode resultar em sanções administrativas aplicadas por autoridades ambientais e de saúde.
Em caso de morte de um animal de estimação, a orientação é procurar clínicas veterinárias, a municipalidade ou serviços especializados em cremação e sepultamento de pets para garantir a destinação correta do corpo.
No Brasil, o descarte de animais mortos em rios, praias ou no mar também pode configurar crime ambiental.
A prática é enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), especialmente no artigo 54, que trata da poluição capaz de causar danos à saúde humana ou ao meio ambiente, com pena prevista de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
O descarte irregular também pode gerar infrações sanitárias, já que carcaças em decomposição favorecem a proliferação de vetores de doenças, podem transmitir zoonoses e contaminar a água, afetando tanto a fauna quanto os banhistas.
Nesses casos, a recomendação é acionar a prefeitura para verificar a disponibilidade de coleta adequada ou recorrer a clínicas veterinárias, crematórios e cemitérios pet, que oferecem serviços de cremação ou sepultamento regularizado.
