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Madonna, Justin Bieber e o 'efeito Odisseia': o verão grego dos famosos internacionais

Fonte: Bandeira da fonte

"Feliz aniversário, Madonna!" No verão do hemisfério norte, mais do que nunca, as ilhas gregas servem de cenário para as férias de famosos internacionais, oferecendo ao país uma vitrine mundial gratuita para promover seu turismo, especialmente entre visitantes vindos dos Estados Unidos.
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Assim como a famosa cantora americana, que celebrou seus 68 anos na ilha de Corfu, um verdadeiro batalhão de estrelas escolheu as águas azuis e as paisagens de Mykonos, Spetses, Skiathos, Milos, Santorini...
"Fico feliz que você tenha aproveitado sua estadia na Grécia! Volte no ano que vem!", escreveu o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, para Madonna, que compartilhou amplamente sua estadia no Instagram, entre festas, passeios de barco e paisagens da ilha jônica.

A estrela pop não é a única que escolheu a Grécia neste verão.
O cantor canadense Justin Bieber e sua família estiveram em Porto Heli, no Peloponeso, e na vizinha ilha de Spetses.
A cantora Katy Perry e o ex-primeiro-ministro canadense Justin Trudeau curtiram alguns dias a dois em Mykonos, e a atriz americana Kate Hudson visitou Skiathos, uma ilha do norte do mar Egeu.

Todos compartilham nas redes sociais suas tardes na praia, seus passeios pelas ruelas das Cíclades e suas noitadas tomando coquetéis à beira da piscina.
Uma campanha de publicidade gratuita para o país.
"As celebridades votam no verão grego!", destacou na sexta-feira a emissora pública ERT, que dedicou uma reportagem a essas estrelas vindas dos Estados Unidos.
E o entusiasmo não se limita aos dois destinos tradicionalmente preferidos pela jet set: Mykonos e Santorini.
Para a Grécia, essa sucessão de celebridades constitui uma formidável operação de promoção, num momento em que o mercado americano se tornou um dos mais lucrativos para o turismo nacional.
Depois da década de debacle financeira (2009-2018) e do posterior tsunami causado pela pandemia, a Grécia não para de investir em turismo em todas as frentes.
Esse setor contribui atualmente, de forma direta e indireta, com cerca de 30% do seu PIB, segundo a Associação de Empresas Turísticas Gregas (SETE).
No entanto, especialistas e partidos de esquerda alertam contra o chamado "monocultivo" turístico promovido pelo governo conservador, cujos efeitos denunciam em termos de sobreturismo, inflação e outros transtornos.
Em 2025, cerca de 1.55 milhão de viajantes americanos, com elevado poder aquisitivo, visitaram a Grécia, segundo o Banco da Grécia.
As receitas provenientes desse turismo transatlântico aumentaram 9,7%, atingindo os US$ 2.029 milhões, segundo a mesma fonte.
Em 2025, o gasto médio por turista americano ficou em US$ 1.309 dólares, 9% a mais.
Esses americanos constituem a terceira maior fonte de receita turística do país, atrás dos alemães e dos britânicos, segundo a SETE.
Diante da forte demanda por viagens à Grécia, as principais companhias aéreas americanas decidiram reforçar consideravelmente sua oferta a partir de 2025.
O país europeu conta este ano com o maior número de conexões aéreas diretas com os Estados Unidos de toda a sua história: 103 voos diretos semanais para Atenas, com nove destinos americanos operados por cinco companhias aéreas.
A American Airlines, por sua vez, aumentou em 30% sua capacidade total de assentos disponíveis em relação ao verão de 2025.
O efeito Ulisses
Além das estrelas, o cinema também representa uma oportunidade para o turismo grego.
O fenômeno, conhecido como "set jetting", consiste em escolher um destino depois de descobri-lo em um filme ou série.
Segundo um estudo realizado para a Expedia, 13% dos viajantes americanos entrevistados afirmam já ter reservado uma viagem depois de ver um destino na tela.
Este ano, o sucesso mundial de "A Odisseia" teve um forte impacto.
O filme de Christopher Nolan, que narra as aventuras de Ulisses, herói grego por excelência, foi filmado, entre outros lugares, no Peloponeso, em Messênia.
Segundo a EasyJet Holidays, citada pelo jornal grego Kathimerini, as reservas para a Grécia aumentaram 18% nas últimas semanas após a estreia internacional do filme, em meados de julho.
Em especial, para as ilhas de Corfu e Cefalônia, situadas perto de Ítaca, o reino de Ulisses segundo a lenda, embora a ilha não disponha de aeroporto.
Em fevereiro, Brad Pitt viajou até a ilha de Hidra para filmar seu próximo filme, "The Riders", dirigido por Edward Berger.
A Netflix também escolheu a Grécia como primeira etapa das filmagens da sexta temporada de sua bem-sucedida série "Emily em Paris".
A atriz protagonista, Lily Collins, e o restante da equipe de produção foram vistos na primavera em Mykonos, Paros e Santorini.