O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, celebrou "todo caminho de diálogo" em uma mensagem publicada em suas redes sociais neste domingo (2), antes da primeira reunião presencial, prevista para a próxima semana, entre representantes do governo interino e da oposição, com apoio de Washington.
Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, de 69, foram capturados em uma operação militar americana em janeiro e estão presos em uma penitenciária no Brooklyn, acusados de tráfico de drogas e de armas de fogo.
Ambos negam todas as acusações.
A então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o poder após a queda do líder de esquerda.
Ela governa sob forte pressão de Washington, que promove um diálogo político capaz de levar à definição de um calendário eleitoral e à realização de futuras eleições na Venezuela.
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"Falar de um RENASCIMENTO NACIONAL como meta comum é falar de respeito mútuo na diversidade, de inclusão de todos e todas (...) Saudamos todo caminho de diálogo que ajude a consolidar a paz, a convivência e o reencontro entre os venezuelanos", diz a mensagem divulgada na conta de Telegram do ex-mandatário.
"Façamos de agosto um mês de conquistas extraordinárias, solidariedade comprometida, diálogo sincero e renascimento espiritual para a Venezuela", conclui o texto publicado na plataforma de mensagens, onde diariamente aparece uma contagem dos dias de seu "sequestro" e eventuais comentários em determinadas datas patrióticas.
Representantes do governo interino de Delcy Rodríguez e um grupo de opositores apoiados por Washington realizarão, na próxima semana, em Caracas, a primeira rodada de diálogo presencial, informaram as partes no sábado.
As conversas, no entanto, ocorrerão sem a participação da principal líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que afirmou que não irá dificultar o processo.
Os temas da primeira reunião serão a "assistência" após o terremoto duplo de 24 de junho, o "fortalecimento da democracia" e os "direitos e garantias políticas".
O julgamento de Maduro e de sua esposa nos Estados Unidos começará em 1º de junho de 2027, anunciou no fim de julho um tribunal federal de Nova York.
Maduro, como afirmou em sua primeira audiência perante a Justiça em Nova York, em janeiro, sustenta que foi "sequestrado" e se declara "um prisioneiro de guerra".
Em abril, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou o pagamento dos honorários dos advogados de Maduro e Flores, o que até então era proibido pelas sanções americanas.
