Após nove anos economizando, Cindy Mora comprou um terreno em Alajuelita, Costa Rica, em 2018, com o objetivo de dar uma casa ao seu filho Fabrizio.
Sem recursos suficientes para construir, ela recebeu apoio de organizações e empresas que possibilitaram a construção de uma casa de 72 metros quadrados utilizando 850 blocos de plástico reciclado.
Mora tinha 30 anos quando conseguiu comprar o terreno com as economias que havia acumulado ao longo de quase uma década.
A mulher, mãe solteira, morava com o filho em um quarto na casa dos pais enquanto juntava dinheiro suficiente para se tornar independente.
Ela permaneceu lá até Fabrizio completar sete anos.
Depois de adquirir o terreno, ela não tinha dinheiro suficiente para construir a casa, então buscou ajuda de organizações sem fins lucrativos.
Uma casa na Costa Rica construída com plástico reciclado
Mora foi selecionada para receber apoio da construtora Urbarium.
A iniciativa também contou com a participação da Procter & Gamble (P&G) e da Habitat for Humanity Costa Rica, que contribuíram com recursos, mão de obra e materiais para a conclusão da casa.
A casa tem 12 metros de comprimento por seis metros de largura.
Foi construída utilizando garrafas, sacolas, embalagens e peças plásticas de carros que foram recicladas e transformadas por uma empresa privada em 850 blocos.
Cada bloco mede aproximadamente 50 centímetros de comprimento, 10 centímetros de altura e 3,7 centímetros de espessura.
No total, as peças utilizadas na construção pesaram cerca de duas toneladas e meia.
Blocos reciclados e isolamento térmico da casa
A estrutura foi erguida em sete dias e recebeu acabamentos em gesso e madeira na fachada.
Segundo informações divulgadas sobre o projeto, a casa foi concebida para durar até 200 anos.
Mora destacou, em particular, o comportamento térmico dos materiais.
"Quando está quente, os blocos mantêm o interior fresco e, quando está frio, acontece o contrário: mantêm uma temperatura normal.
Quanto ao som, as paredes o absorvem com muito mais eficácia", explica.
O proprietário também destacou que o material utilizado permite que as paredes fiquem sem pintura e garantiu que os blocos oferecem isolamento contra incêndio e resistência a inundações.
Da sala de estar à sua própria casa
Mora e seu filho finalmente receberam a casa pronta em 26 de maio.
O projeto representou para ambos a transição de dividir um quarto na casa da família para ter seu próprio espaço.
“Antes, eu morava com meus pais em Alajuelita, em um quarto só.
Agora tenho este espaço, que é muito bom.
É até melhor do que uma casa normal”, diz Mora, descrevendo a mudança que a nova casa representava.
