A nova edição da Pesquisa Nacional PcD da Catho, plataforma gratuita de empregos, mostra a diversidade das trajetórias profissionais entre pessoas com deficiência.
Entre os respondentes empregados, 50,73% ocupam cargos operacionais, auxiliares ou assistentes, enquanto menos de 5% estão em posições de gerência ou diretoria.
Os dados também revelam diferentes níveis de formação entre os profissionais participantes.
29,77% têm o Ensino Médio como maior nível de escolaridade, enquanto 43,46% possuem ensino superior e 19,4% são pós-graduados.
"Não existe um único perfil de profissional com deficiência, assim como não existe uma única trajetória profissional.
Pessoas chegam ao mercado com diferentes níveis de formação, experiências e projetos de carreira, e todas devem ter acesso a oportunidades compatíveis com suas competências e interesses.
O papel das empresas é garantir que a deficiência não seja uma barreira para esse desenvolvimento", afirma Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora da Catho.
A distribuição dos profissionais entre diferentes níveis hierárquicos reforça a importância de olhar para a inclusão profissional de forma ampla, considerando não só a entrada no mercado, mas também as diferentes possibilidades de desenvolvimento ao longo da carreira.
A construção dessas trajetórias envolve oportunidades de aprendizado, reconhecimento, participação em processos internos e possibilidade de assumir novas responsabilidades ao longo do tempo.
Para as organizações, conforme Prado, esse movimento passa pela criação de ambientes em que diferentes perfis possam se desenvolver, com iniciativas como programas de capacitação, critérios transparentes de promoção, acessibilidade, acompanhamento de carreira e preparo das lideranças.
Essas práticas podem contribuir para ampliar as possibilidades de desenvolvimento profissional, respeitando os diferentes momentos e objetivos de cada trabalhador.
"Quando falamos em desenvolvimento, não estamos falando de um padrão que todos os profissionais precisam alcançar.
A inclusão deve considerar diferentes trajetórias e permitir que cada pessoa desenvolva seu potencial a partir de suas próprias competências e objetivos.
O importante é que existam oportunidades e que a deficiência não seja usada como justificativa para limitar o acesso a elas", destaca a CEO.
O estudo também aponta que mais de 63% dos participantes percebem avanços reais na inclusão de pessoas com deficiência nas empresas nos últimos anos.
Também aumentou o conhecimento sobre a Lei de Cotas, passando de 57,49% para 67,64%, e o percentual de profissionais que já ocuparam vagas amparadas pela legislação cresceu de 34,45% para 54,95%.
Também chama a atenção o baixo índice de empreendedorismo entre esse público.
Apenas 3,7% dos respondentes atuam como autônomos ou proprietários, indicando que o trabalho formal continua sendo, para a maioria, o principal caminho de inserção profissional.
Para Ana Paula, acompanhar continuamente o cenário do mercado de trabalho é fundamental para compreender as diferentes realidades vividas pelos profissionais com deficiência, sobretudo identificar oportunidades de avanço e orientar ações mais eficazes.
"Por meio de pesquisas e da análise de dados, é possível acompanhar a evolução da inclusão e entender os desafios ao longo da trajetória profissional para apoiar empresas na construção de ambientes mais acessíveis e inclusivos", finaliza a porta-voz.
Mais da metade dos profissionais com deficiência empregados está em cargos operacionais, aponta Catho
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