A sensação de que os músculos aumentam de tamanho durante uma sessão de musculação é comum e pode ser facilmente percebida diante do espelho.
No entanto, esse efeito, conhecido como “pump”, é temporário e, de acordo com uma revisão das evidências apresentada pelo pesquisador em ciências do esporte Milo Wolf, não há provas suficientes para concluir que alcançar um maior inchaço durante o treino resulte em mais hipertrofia muscular.
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Segundo explicou Wolf à revista Men's Health UK, o pump corresponde a um aumento transitório do tamanho do músculo que ocorre durante o treinamento com pesos.
O que acontece nos músculos durante o pump?
Wolf destacou que o fenômeno está relacionado a alterações de curta duração no equilíbrio de líquidos durante a musculação.
Enquanto as veias responsáveis por levar o sangue para fora do músculo podem ser comprimidas, reduzindo o fluxo de saída, as artérias continuam transportando sangue para a região que está sendo trabalhada.
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O resultado é uma maior concentração de sangue e um aumento da pressão na área, favorecendo o deslocamento de plasma para o músculo.
O pesquisador esclareceu que o aumento de volume não corresponde diretamente ao inchaço das fibras musculares, mas ocorre principalmente no espaço entre elas, conhecido como interstício.
Embora parte da inflamação após o treino possa permanecer por 48 a 72 horas, segundo Wolf, o pump visível durante os exercícios costuma desaparecer bem antes.
Por isso, essa mudança temporária não deve ser confundida com o aumento permanente de tecido muscular.
O que os estudos descobriram sobre pump e hipertrofia?
A Men's Health destacou pesquisas que investigaram uma possível relação entre a inflamação celular provocada pelo exercício e o crescimento muscular.
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Entre elas estão trabalhos que analisaram mecanismos pelos quais a inflamação celular poderia participar das adaptações associadas à hipertrofia.
Os pesquisadores observaram uma associação positiva entre a inflamação muscular aguda registrada após uma sessão inicial de treino e a hipertrofia medida após seis semanas de treinamento de força.
Esses resultados mostram uma correlação, mas não permitem afirmar que o pump seja a causa do crescimento muscular.
O pump pode ser um sinal, mas não o principal objetivo
Wolf também não descartou completamente a utilidade do fenômeno.
Segundo ele, valeria a pena prestar atenção a um programa de treinamento que, embora pareça adequado no papel, não produza nenhum pump.
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Isso porque ainda pode existir alguma correlação entre essa resposta e a eficácia do exercício, embora as evidências disponíveis sejam limitadas e inconsistentes.
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