Máquina de dinheiro apreendida no escritório de advogado conta até 1200 notas por minuto - QTU Questões do Universo

Máquina de dinheiro apreendida no escritório de advogado conta até 1200 notas por minuto

Fonte: Bandeira da fonte

A máquina de contar dinheiro apreendida pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira, em meio às diligências da Operação Sem Desconto, foi encontrada no escritório do advogado Willer Tomaz, principal alvo da ação pela suspeita de ser operador do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Em decisão sigilosa: Kassio dá 24 horas para Presidência tirar do ar postagens que exaltam Lula
Leia: Quem é o assessor de Lula que está na mira do segundo inquérito sobre Lulinha
Sofisticada, a máquina tem capacidade para contar até 1200 notas por minuto, e funciona para moedas como real, dólar e euro.
Em uma busca na internet, a equipe do blog localizou modelos à venda por cerca de R$ 12 mil, da marca Munbyn.
Segundo a empresa, a máquina é capaz de continuar contando as cédulas enquanto separa notas suspeitas ou danificadas, com precisão de 99,99%.
São utilizados sensores de imagem, ultravioleta e infravermelho.

Outro diferencial é a possibilidade de obter atualizações de software para contar moedas de até 120 países.
Além disso, também é possível, conforme os anúncios, acompanhar novas versões das respectivas cédulas.
Máquina de dinheiro apreendida pela PF
Divulgação/PF
A operação
Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão com o objetivo de apurar suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes no INSS.
Familiares do senador Weverton Rocha também estão entre os alvos.
No escritório de Willer, os policiais também encontraram dinheiro em espécie.
As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras que teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros e estruturas empresariais para ocultar a origem e a destinação dos recursos.
Leia também: O envelope lacrado que pode levar à expulsão de ministro do STJ acusado de assédio sexual
Eleições: O número que levou Ciro Nogueira a rejeitar coligação com Flávio Bolsonaro
Em nota, Willer disse que as diligências desta terça-feira “decorrem exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”.
“Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.
A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados”, diz outro trecho do comunicado, que também aponta que o advogado está à disposição das autoridades.
O escritório Willer Tomaz Advogados Associados, segundo o site oficial, prioriza “a prestação de serviços jurídicos, tanto no âmbito consultivo, quanto no contencioso, com soluções jurídicas”.
Willer é amigo pessoal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Senador envolvido
O senador Weverton Rocha é um dos vice-líderes do governo no Senado e um nome de confiança do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Seu nome foi um dos primeiros a surgir por suposto envolvimento nas fraudes dos aposentados, e ele chegou a admitir ter se reunido ao menos duas vezes com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Nesta fase, o senador não foi alvo direto da operação, mas sim seus familiares.
A decisão que autorizou a operação menciona a esposa do parlamentar, Samya Rocha, e suas irmãs, Geyse Rocha e Shainess Kellmassen Rocha.
Rocha foi alvo de um mandado de busca e apreensão, em dezembro do ano passado, em outra fase da operação.
À época, o senador afirmou que "recebeu com surpresa a busca na sua residência" e que "com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral à decisão".
Quando autorizou a fase da Operação Sem Desconto que teve Rocha como alvo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou que ele “teria se beneficiado dos valores ilícitos provenientes dos descontos associativos fraudulentos”.