Maria Flor, que faz sucesso na web falando sobre casamento, reflete na peça ‘O filho’ sobre separação e maternidade - QTU Questões do Universo

Maria Flor, que faz sucesso na web falando sobre casamento, reflete na peça ‘O filho’ sobre separação e maternidade

Fonte: Bandeira da fonte

No canal “Flor e Manu”, do YouTube, Maria Flor repercute ao lado do marido, o psicanalista e escritor Emanuel Aragão, com DRs bem-humoradas, conversas íntimas e debates sobre vida a dois, o casamento e os dilemas cotidianos dos relacionamentos.
No palco do Teatro Fernanda Montenegro, do Copacabana Palace, a reflexão proposta pela atriz é sobre a saúde mental de crianças e adolescentes afetados pela separação dos pais.
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Na peça “O filho”, ela interpreta a mãe de Nicolas (Andreas Trotta), um adolescente de 16 anos que se sente perdido, num difícil processo de depressão.
Filho de pais separados, ele deixa a casa da mãe para morar com o pai (vivido por Gabriel Braga Nunes), tentando reencontrar o sentido de sua vida.
— A montagem gera muita identificação na plateia.
Recebo diversos relatos emocionantes de mães em desespero, sofrendo por seus filhos.
E de outros parentes que já passaram por situações semelhantes, chegando a perder entes queridos, e vêm nos contar, emocionados — relata a atriz.
Maria Flor e Andreas Trotta em cena da peça "O filho"
Ronaldo Gutierrez/Divulgação
Mãe de Vicente, de 4 anos, e madrasta de Martim, de 13, Flor conta que o uso do celular é uma das grandes preocupações que ela e Emanuel têm na educação dos meninos.
— Meu filho é novinho, mas vê o aparelho na mão da mãe e do pai o tempo todo.
Às vezes, ele pega o meu e fica passando o dedinho na tela, sai correndo e esconde.
Já o Martim está entrando na adolescência, uma fase em que você quer pertencer, quer ser da galera.
E as redes sociais são muito cruéis porque instigam à comparação com os outros numa escala muito maior.
Para um menino que está em formação psíquica e emocional, é perigoso — explica.
Filha de pais separados desde os 4 anos de idade, a carioca que vai completar 43 no próximo dia 31 afirma que não chegou a ter uma adolescência problemática.
— Aos 16 anos (como o personagem central da peça), eu não era uma garota deprimida, mas tinha questões de pertencimento, estéticas.
Não aceitava o meu cabelo e o pintava de vermelho, achava as minhas pernas muito finas, reclamava por não ter peitos...
Eu era meio grunge, usava piercing no nariz.
Não era da turma das certinhas, mas era boa aluna — relembra, reforçando a importância da figura materna em sua vida: — Quando repeti a 6ª série (equivalente ao 7º ano do ensino fundamental atualmente), entrei em crise porque minha mãe ficou muito decepcionada comigo, e esse era o meu maior medo.
Então, depois disso, virei uma superaluna, a primeira da turma, muito organizada.
Antes, fui uma criança obediente, nada afrontosa.
Sempre fui muito apaixonada pela minha mãe e queria que ela me achasse incrível.
A atriz Maria Flor em registro de férias com o marido, Emanuel, o filho, Vicente, e o enteado, Martim
Reprodução de Instagram
Nas apresentações de domingo, Maria Flor dá lugar a outra Maria, a Ribeiro (que vive a Bia da novela “Quem ama cuida”), na interpretação de sua personagem.
— Eu brinco que o diretor (Léo Stefanini) resolveu assim para ficar mais simples.
Mas a verdade é que a peça só surgiu na minha vida porque nós duas somos muito amigas.
Foi ela quem me indicou para substituí-la nas sessões em que não poderia estar presente por causa da novela.
‘O filho’
Teatro Fernanda Montenegro (Copacabana Palace): Av.
Nossa Senhora de Copacabana 261
Qui a sáb, às 20h; dom, às 18h
Ingressos a partir de R$ 100 (inteira, frisa)
Duração: 65 minutos
Classificação etária: 16 anos
Temporada até 13 de setembro