A influenciadora Mariana Menezes, que já foi comparada nas redes sociais à também influenciadora e empresária Virginia Fonseca, revelou na última terça-feira (1º) que foi diagnosticada com urticária crônica espontânea após apresentar uma crise de alergia.
Antes de embarcar para o Rock in Rio, ela contou aos seguidores que procurou uma alergista para investigar as vermelhidões que vinha apresentando na pele.
"Eu falei com a alergista, gente, contei todo o caso, que eu já estou me consultando há um tempão.
E aí, essa crise de alergia que deu começou no sábado.
E ela me falou que estou com urticária crônica espontânea", explicou.
Mariana afirmou que a médica a tranquilizou sobre a condição.
"É benigno, não é nada grave, mas pode ser que melhore nesses quatro meses, pode ser que melhore daqui a dois dias, pode ser que melhore e volte.
É uma coisa com a qual vou ter que lidar", disse.
A influenciadora contou ainda que fará um tratamento medicamentoso durante quatro meses, com remédios administrados a cada 12 horas.
Na segunda-feira (31), ela realizou exames e passou um período no hospital, recebendo medicamentos com corticoides para controlar a crise.
Mari também esclareceu que a condição não é contagiosa.
Mariana Menezes revela diagnóstico de urticária crônica espontânea
Mariana Menezes
Reprodução/Instagram
O que é urticária?
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a urticária é uma irritação da pele caracterizada pelo aparecimento de lesões avermelhadas e levemente inchadas, semelhantes a vergões, que costumam provocar coceira intensa.
As lesões podem aparecer em qualquer região do corpo, ser pequenas e isoladas ou se juntar, formando placas maiores, com formatos variados.
Em geral, surgem em surtos, podem aparecer a qualquer hora do dia ou da noite e costumam desaparecer depois de algumas horas sem deixar marcas na pele.
Ao longo da vida, aproximadamente uma em cada cinco pessoas terá pelo menos um episódio de urticária, de acordo com a SBD.
Qual a diferença entre urticária aguda e crônica?
A classificação da urticária pode levar em conta o tempo de duração dos sintomas.
A urticária aguda é aquela em que os sinais desaparecem em menos de seis semanas.
Já a urticária crônica ocorre quando os sintomas persistem por seis semanas ou mais.
A doença também pode ser classificada de acordo com a identificação de um fator desencadeante.
Na urticária induzida, é possível identificar um gatilho, que pode estar relacionado a medicamentos, alimentos, infecções ou estímulos físicos, como calor, frio, sol, água e pressão.
Já na urticária espontânea, também chamada de idiopática, a doença ocorre sem que seja identificada uma causa específica.
É essa forma que foi diagnosticada em Mariana.
Quais são os sintomas?
A coceira intensa é o sintoma mais comum da urticária.
Algumas pessoas também podem sentir ardor ou queimação nas áreas afetadas.
As lesões podem reaparecer ao longo do tempo e durar horas, dias ou até meses, dependendo do quadro.
A intensidade da coceira também pode interferir no sono e nas atividades cotidianas.
Em alguns casos, a urticária pode vir acompanhada de angioedema, um inchaço rápido e localizado que costuma atingir regiões como pálpebras, lábios, língua e garganta.
Quando o inchaço compromete a respiração, é necessário atendimento médico de emergência.
Uma reação ainda mais grave é a anafilaxia, que pode envolver todo o organismo e provocar sintomas como náuseas, vômitos, queda da pressão arterial e dificuldade para respirar.
Nessas situações, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente.
Como é feito o diagnóstico?
De acordo com a SBD, o diagnóstico é feito principalmente a partir da história detalhada do paciente e da avaliação dos sinais e sintomas.
Dependendo do caso, o médico pode solicitar exames de sangue, fezes ou urina para tentar identificar possíveis causas ou doenças associadas.
Quando nenhuma causa é encontrada, o quadro pode ser classificado como urticária espontânea ou idiopática.
Em situações específicas, uma biópsia da pele pode ser indicada para diferenciar a urticária de outras doenças dermatológicas.
Como é o tratamento?
O tratamento depende do tipo de urticária e deve ser definido pelo médico, após a avaliação individual de cada paciente.
Nos casos agudos ou em que existe um fator desencadeante identificado, uma das medidas é afastar a causa, quando isso é possível.
Para os casos de urticária crônica espontânea, existem diferentes opções terapêuticas, especialmente quando o paciente não apresenta resposta adequada aos medicamentos antialérgicos.
A SBD ressalta que a automedicação pode prejudicar o controle da doença e que o tratamento deve ser acompanhado por um médico, como dermatologista ou alergista.
É possível prevenir?
Quando existe um gatilho conhecido, evitá-lo é uma das principais formas de prevenir novas crises.
A SBD também orienta evitar fatores que podem piorar a irritação em algumas pessoas, como calor, bebidas alcoólicas e estresse.
A identificação dos possíveis desencadeadores é, portanto, importante para o controle do quadro.
Mesmo quando a causa não é descoberta, a urticária pode ser controlada ao longo do tempo em muitos pacientes.
