'Me sinto um pouco sozinha': primeira-ministra do Japão desabafa após a morte de barata em residência oficial

Fonte: Bandeira da fonte

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, protagonizou uma história inusitada ao admitir em publicações em rede social um sentimento de melancolia após funcionários matarem uma barata em sua residência oficial.
Segundo informou o veículo "Qazinform", a política declarou ter se sentido "um pouco sozinha, ou talvez triste" com o sumiço do inseto.
A postagem da premier chegou a proporções altas e acabou como um viral gigantesco.
Nas métricas do X, onde o desabafo foi feito, há o registro de um alcance de 25 milhões de impressões dos usuários, com 36 mil curtidas e mais de cinco mil compartilhamentos.
Takaichi relatou, no desabafo, que nunca havia encontrado baratas enquanto morava no imóvel parlamentar, mas a situação mudou quando se mudou para a residência oficial, no fim do ano passado.
Ela garantiu que mantém a casa rigorosamente limpa, com cuidados frequentes com o chão sob a mesa de jantar, a higienização de recipientes de plástico e o uso de lixeiras bem vedadas.
Quando a barata surgiu correndo perto de seus pés, a premiê levou um susto, mas decidiu não matar o bicho devido a uma influência de infância.
A decisão de poupar o inseto vem de sua longa admiração pelo mangá "Fênix", obra de Osamu Tezuka, leitura constante em sua vida.
A história, que explora temas como reencarnação e a continuidade da vida, influenciou Takaichi tão profundamente que ela afirma não conseguir tirar a vida de insetos, independentemente da espécie.
Ele decidiu conviver "pacificamente" com a barata.
Apesar da postura da premier, sua equipe agiu por conta própria.
Os secretários classificaram a presença do inseto como anti-higiênica e deram início ao que a líder chamou de "Operação Combate", com produtos específicos para eliminar o invasor.
O inseto não foi mais visto e, ao notar a ausência, Takaichi, que se tornou a primeira mulher a governar o Japão e liderar o Partido Liberal Democrata (PLD), escreveu:
"Fiquei aliviada, mas me senti um pouco sozinho, ou talvez triste".
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi
AFP
A mudança para a residência oficial, segundo a premier, foi estratégica e visava à segurança e agilidade na tomada de decisões governamentais a qualquer hora.
O imóvel é equipado com salas de reunião e instalações de comunicação que permitem encontros remotos com líderes mundiais e com sua própria equipe.
Segundo Takaichi, levar o trabalho para o local também diminui a sobrecarga de seus funcionários e evita deslocamentos desnecessários em horários de início ou fim de dia.