O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu, nesta quinta-feira, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em um movimento para reduzir o desgaste na relação entre o gabinete do magistrado e a Polícia Federal.
O encontro contou também com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, que articulou a reunião.
O GLOBO apurou que, durante a conversa, Mendonça manifestou preocupação com a necessidade de preservar a independência da Polícia Federal na condução das investigações.
Segundo relatos obtidos pela reportagem, o ministro da Justiça afirmou ao magistrado que a autonomia seria respeitada e que não haverá interferência nos trabalhos dos investigadores.
A reunião ocorreu em meio à crise instalada entre o gabinete de Mendonça e a cúpula da Polícia Federal durante a condução das investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e seus desdobramentos.
Nos últimos meses, Mendonça passou a cobrar da PF o envio integral de documentos produzidos nas investigações e determinou que qualquer alteração na equipe responsável pelo caso fosse previamente comunicada ao seu gabinete.
As determinações provocaram reação dentro da corporação, cujos integrantes passaram a sustentar que algumas exigências extrapolavam os limites da supervisão judicial sobre os inquéritos.
O desgaste aumentou nas últimas semanas com a abertura de novas frentes de investigação relacionadas ao caso, incluindo apurações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A participação de Jorge Messias foi vista como decisiva para viabilizar a conversa, já que o AGU mantém interlocução tanto com Mendonça quanto com o chefe da pasta da Justiça.
Mendonça manifesta preocupação com independência da PF em reunião com ministro da Justiça, que promete autonomia à corporação
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