Metade dos CEOs quer IA no RH, mas prioridade continua sendo desenvolver pessoas, mostra pesquisa - QTU Questões do Universo

Metade dos CEOs quer IA no RH, mas prioridade continua sendo desenvolver pessoas, mostra pesquisa

Fonte: Bandeira da fonte

Enquanto o mercado discute os impactos da inteligência artificial sobre o emprego, CEOs brasileiros demonstram uma preocupação diferente: preparar as empresas e seus colaboradores para trabalhar ao lado da tecnologia.
É o que mostra o levantamento "A Visão dos CEOs sobre o RH no Brasil", pesquisa inédita da FIA Business School, em parceria com a Flash, que ouviu 168 presidentes de empresas brasileiras com mais de 300 funcionários.
O material foi compartilhado com exclusividade para Época NEGÓCIOS.
Segundo o levantamento, 50% dos CEOs esperam que o RH amplie o uso da inteligência artificial dentro da própria área, em atividades como recrutamento, people analytics e engajamento de colaboradores.
Mas a tecnologia não aparece sozinha.
Para 40%, o RH também deve liderar programas de capacitação e requalificação profissional (upskilling e reskilling), enquanto outros 40% defendem que a área seja responsável por impulsionar uma cultura voltada à transformação digital.
Além disso, 29% esperam que o RH mapeie novas competências digitais e de dados necessárias para o futuro do trabalho.
Os resultados sugerem que, para os CEOs, a adoção da IA depende menos da implementação de novas ferramentas e mais da capacidade das empresas de desenvolver pessoas preparadas para utilizá-las.
Apesar dessa expectativa, a pesquisa revela que o RH ainda está distante do protagonismo na agenda de inteligência artificial.
Apenas 26% dos CEOs enxergam a área como protagonista na adoção da IA nas empresas.
Outros 34% afirmam que sua atuação ainda é predominantemente tática, restrita a treinamentos, comunicação e ajustes de processos, enquanto 24% dizem que o RH participa apenas pontualmente como apoiador de iniciativas lideradas por outras áreas.
Outro dado chama atenção: embora metade dos CEOs espere que o RH lidere a adoção da IA dentro da própria área, apenas 11% consideram prioritário que o setor conduza discussões sobre ética, governança, compliance e impactos humanos da inteligência artificial.
Em contrapartida, 29% defendem que o RH comunique os impactos da tecnologia para os colaboradores e outros 22% acreditam que a área precisará revisar modelos de trabalho, cargos e carreiras diante da IA.
Para Isadora Gabriel, CHRO da Flash, a pesquisa traz reflexões sobre o papel dos humanos na era da IA.
"Existe uma percepção de que a inteligência artificial substituirá pessoas.
Mas os CEOs estão sinalizando outra prioridade, que é preparar os profissionais para gerar mais valor com essa tecnologia.
Quanto mais a IA avança, maior passa a ser a importância das habilidades humanas.
O papel do RH se torna mais sobre desenvolver competências, preparar lideranças e construir uma cultura capaz de transformar inovação em resultado para o negócio”.
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