Michelle Bolsonaro: o que é o bloqueio anestésico dos nervos cranianos, procedimento feito pela ex-primeira-dama - QTU Questões do Universo

Michelle Bolsonaro: o que é o bloqueio anestésico dos nervos cranianos, procedimento feito pela ex-primeira-dama

Fonte: Bandeira da fonte

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi internada para a realização de um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos devido à "persistência do quadro de cefaleia" (dor de cabeça).
Em nota divulgada nas redes sociais, sua assessoria de imprensa disse que ela permanecia hospitalizada neste domingo e que um novo pronunciamento dos médicos é aguardado para "fornecer informações adicionais".

Segundo o Instituto Neurológico de Cuiabá (Inec), o procedimento é uma técnica terapêutica adotada para diversos casos de cefaleias, como para pacientes com enxaquecas graves, cefaleia cervicogênica e cefaleia em salvas.
Ele age interrompendo, de forma temporária, vias que transmitem a dor ao sistema nervoso central.
Geralmente, as vias mais comuns bloqueadas são o nervo occipital maior e o nervo occipital menor.
"Cada um desses nervos nos ajuda a sentir a sensação na parte posterior da cabeça e eles estão conectados aos nervos envolvidos na dor da enxaqueca, por exemplo", explica o instituto.
Esses nervos ficam logo abaixo da pele na parte posterior da cabeça.
Ocasionalmente, bloqueios adicionais de outros nervos também podem ser realizados.
A interrupção é feita com a injeção anestésicos, às vezes com corticosteroides, bem próximo aos nervos.
Não há injeção diretamente no crânio ou no cérebro.

O procedimento é realizado por um neurologista, geralmente em ambiente ambulatorial.
Em alguns casos, o médico pode optar por realizá-lo em ambiente hospitalar.
A aplicação leva cerca de 30 minutos, e o paciente deve ser monitorado por outros 15 para verificar possíveis efeitos colaterais agudos.
"Os bloqueios dos nervos cranianos geralmente começam a fazer efeito imediatamente, mas alguns pacientes podem levar de 2 a 3 dias para que os efeitos possam ser notados", explica o Inec.
Efeitos colaterais geralmente são raros e transitórios.
Os mais comuns são sensação temporária de diminuição de sensibilidade ou formigamento no local da injeção.
Outros efeitos de curto prazo, geralmente nas primeiras 48 horas, podem incluir inflamação discreta, sangramento local, piora da dor local e tontura e/ou desmaio.
Segundo o Inec, outro efeito raro, que afeta menos de 1% dos pacientes, é perda de cabelo ou afinamento do tecido cutâneo (da pele) no local da injeção, sendo mais comum quando ocorrem bloqueios repetidos e com uso de corticoides.