Ministro brasileiro e representante dos EUA devem retomar nesta semana conversas sobre tarifaço após ligação de Lula a Trump - QTU Questões do Universo

Ministro brasileiro e representante dos EUA devem retomar nesta semana conversas sobre tarifaço após ligação de Lula a Trump

Fonte: Bandeira da fonte

A semana começa com a expectativa de retomada das negociações sobre o tarifaço aplicado sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, recomeçam as reuniões virtuais sobre o tema.
As conversas terão também a participação de um representante do Itamaraty.

Márcio Elias e Greer ficaram de combinar o dia da conversa, a depender da agenda dos dois.

As negociações foram destravadas a partir de um telefonema entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta-feira.

O ministro Márcio Elias contou que recebeu uma ligação de Greer, logo após a conversa por telefone entre o presidente Lula e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na sexta-feira.
As negociações estão suspensas desde 14 de julho, véspera do anúncio oficial da tarifa de 25%.
Outra tarifa de 12,5% foi anunciada em 23 de julho.

Em entrevista ao GLOBO, o ministro Márcio Elias disse acreditar que o tarifaço sobre os produtos brasileiros é definitivo, pelo menos até o momento.
Mas acredita na possibilidade de ampliar a lista de exceções com a retomada das negociações.

— É óbvio que não é de se esperar que eles retroajam na decisão.
Não vão.
Mas vamos trabalhar para que outros setores possam ser incluídos na lista de exceções — disse o ministro.

O ministro disse também que Lula saberia “administrar bem esse assunto” com Trump.

Na conversa, os dois chefes de Estado se falaram pela manhã de sexta-feira por mais de uma hora e em tom “cordial”, segundo o governo brasileiro.
Na ligação, conversaram sobre as taxas aplicadas pelo país americano.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) "são infundadas".
Segundo o MDIC, 8,6 mil empresas estão sujeitas às tarifas.
O levantamento aponta que 52,7% da pauta exportadora para os Estados Unidos não enfrenta imposição de sobretaxa e 47,3%, sujeita a alguma tarifa.