O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que o governo não pretende reduzir, por enquanto, o teto dos juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo ele, uma mudança só deve ser discutida quando a taxa básica de juros, a Selic, cair para 10,5% ao ano.
A declaração foi feita durante a reunião de hoje do Conselho Nacional de Previdência Social.
Havia expectativa de que o governo apresentasse uma proposta para reduzir o teto dos juros do consignado, mas o ministro afirmou que não vê necessidade de alterar a regra neste momento.
Hoje, o limite dos juros do consignado é de 1,85% ao mês.
A taxa foi definida em março de 2025 e permanece inalterada desde então
Segundo Wolney Queiroz, o percentual atual continua sendo vantajoso para os aposentados e pensionistas que utilizam essa modalidade de crédito.
O ministro também defendeu a criação de uma metodologia permanente para definir o teto dos juros do consignado, reduzindo a necessidade de novas negociações a cada reunião do conselho.
A proposta é que a definição leve em conta não apenas a taxa Selic, mas também outros custos das instituições financeiras.
Wolney afirmou que conversou com representantes da Federação Brasileira de Bancos e de entidades que representam aposentados antes de concluir que ainda não é o momento de reduzir o teto dos juros.
'Eu devo dizer que pelos cálculos que nós levantamos aqui, essa taxa deverá voltar aqui a esse assunto de redução quando a SELIC atingir os R$ 10,50.
Então, quando a SELIC atingir os R$ 10,50, nós voltaremos a esse conselho para debater uma eventual redução na taxa de juros do consignado.'
Segundo o ministro, a discussão deverá ser retomada quando a taxa Selic atingir 10,5% ao ano.
Até lá, o governo pretende manter o limite atual de 1,85% ao mês para os empréstimos consignados destinados a aposentados e pensionistas do INSS.
