Ministro diz que é

Ministro diz que é 'inaceitável' ausência do Brasil da lista de exportadores de carne à União Europeia

Fonte: Bandeira da fonte

O governo federal trabalha para reverter a barreira imposta pela União Europeia à entrada de produtos de origem animal do Brasil e busca garantir a permanência do país na lista de fornecedores do bloco, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Em conversa com a imprensa durante o Congresso do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), em São Paulo, nesta terça-feira (4/8), ele afirmou que “o governo está disposto a trabalhar tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista diplomático e político” para reverter a decisão da UE.
Ele acrescentou que representantes brasileiros já realizaram reuniões com a Comissão Europeia.
Em maio, o órgão retirou o Brasil da lista de nações aptas a exportar produtos de origem animal ao bloco alegando que o país não conseguiu comprovar que segue as regras europeias sobre o uso de antimicrobianos.
O veto começa em 3 de setembro.
Leia também
O que são antimicrobianos? Entenda o impasse que ameaça exportações de carne para a UE
De acordo com o ministro, “é inaceitável para o Brasil estar fora da lista”.
Ele afirmou que exigências como as relacionadas ao uso de antimicrobianos podem demandar um período de adaptação dos produtores, mas disse que o Brasil continua reconhecido como fornecedor do bloco.
“Nós fornecemos para eles há muito tempo, há décadas, e também para muitos mercados que são tão ou mais exigentes do que o mercado europeu”, disse.
Além disso, de Paula afirmou que o governo trabalha para evitar que as restrições afetem a cadeia produtiva e apontou para uma possível fase de transição.
Segundo ele, há expectativa de que essas cadeias estejam habilitadas a continuar fornecendo produtos ao mercado europeu já no início de setembro.
Paralelamente às negociações com o bloco europeu, o ministro destacou que o governo busca diversificar os mercados compradores e citou a missão técnica da Coreia do Sul, prevista para agosto.
“Por mais importante que seja qualquer mercado, precisamos ter essa capacidade de sobreviver sem ele”, disse.
De Paula também destacou que o Brasil exporta para 180 países e territórios e já abriu 664 mercados.
Segundo o ministro, a presença brasileira em diferentes destinos demonstra a qualidade, a competitividade e a eficiência do sistema sanitário nacional.