Ministro israelense ironiza prisioneira palestina que pedia chuveiro e água em presídio; veja vídeo - QTU Questões do Universo

Ministro israelense ironiza prisioneira palestina que pedia chuveiro e água em presídio; veja vídeo

Fonte: Bandeira da fonte

O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ironizou as condições da prisão de prisioneiras palestinas no país.
Em um vídeo publicado no seu canal no Telegram, ele mostra uma visita a uma prisão feminina, dizendo que, enquanto ele estiver no comando do sistema, 'os acampamentos de verão nas prisões israelenses acabaram'.

No vídeo, Ben Gvir conversa, por meio de um intérprete, com uma prisioneira palestina que afirma ser membro da Jihad Islâmica.
Questionada sobre as condições de detenção, a mulher descreve a situação como 'muito grave' e denuncia a falta de privacidade e de serviços básicos.
'Não temos nem o básico, como um chuveiro decente, não há água nos quartos, há muitas doenças e não recebemos tratamento', diz ela.
A prisioneira também afirma que ela e suas companheiras não puderam tomar banho ou trocar de roupa íntima por três dias.

'Os acampamentos de verão nas prisões israelenses acabaram.
Eu estou no comando, e qualquer um que tenha feito mal aos meus irmãos não receberá tratamento de hotel', disse ele em resposta.

A pouco mais de 10 dias, Itamar mostrou uma estação de enforcamento em construção com cabines de onde os familiares das supostas vítimas de palestinos podem assistir à execução.
O anúncio das obras ocorrem perto das eleições, enquanto Ben-Gvir também atribui ao seu partido (e ao governo) o mérito de ter aprovado a lei, sancionada pelo Parlamento em 30 de março, que condena à forca os palestinos condenados por crimes de terrorismo.
A medida foi duramente criticada pela comunidade internacional, mas prosseguiu, e agora o corredor da morte está prestes a entrar em funcionamento.
Ministro Ben-Gvir mostra local de campo de enforcamento de palestinos.
Reprodução/Redes Sociais
Os familiares das vítimas precisarão solicitar uma autorização especial para testemunhar a morte.
Em uma entrevista divulgada no início de agosto, o ministro defendeu o assassinato de '30 a 40 pessoas' em Gaza toda noite em um podcast de Rom Braslavski, ex-refém do Hamas.
'Acho que deveriam ser realizados assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas a cada noite.
Não apenas quem representa uma ameaça imediata; há pessoas lá que não merecem viver.
Não deveriam viver.
Nem sequer são pessoas', declarou.
Na entrevista, ele ainda falou que o próprio Braslavski teria que ter permissão para matar palestinos, após pedido do próprio.
'Tenho um pedido pessoal e estou olhando diretamente nos seus olhos, honrado ministro.
Deixe que eu seja aquele que os enforca.
Não quero uma corda; quero um botão.
Com minhas próprias mãos, executarei cada terrorista no Estado de Israel'.
Ben Gvir respondeu: 'Moverei céus e terra para fazer isso acontecer.
Prometo a você que tentarei mover céus e terra para que isso ocorra'
Ataques de Israel em Gaza
EYAD BABA / AFP